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02 novembro, 2011

cadê culhão?

Trabalho numa gerência grande, com cerca de 90 pessoas. Me dou bem com a maioria, e nessa maioria estão inclusas pessoas que não se dão bem, entre elas, por algum motivo.

Eis que eu encontro uma colega , e ela começa a comentar sobre uma amiga minha, do trabalho. Sobre algumas atitudes dessa minha amiga que não a agradam, pra ser bem exata.

Aí a pessoa vira pra mim e fala: “Ah, já que ela é sua amiga, bem que você podia dar um toque e tal...”

Engraçado isso. Por que EU, que sou amiga dessa pessoa, tenho que dar um toque sobre alguma coisa que ela fez com ALGUÉM? Eu vou dar um toque se ela fizer algo que não me agrade, isso sim. Se ela está achando alguma atitude ruim, por que não esperar uma oportunidade pra falar? Por que é covarde? Por que não quer fazer a maldita, e passar por boazinha? Ah bom, por que assim eu consigo entender.

Tenho cara de menina de recados?

27 outubro, 2011

mário de andrade


Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver
daqui para frente, do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado que futuro.
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Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
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Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
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Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica são imaturos.
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Detesto fazer acariação de desafetos que brigaram
pelo majestoso cargo de secretário-geral do coral. As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.
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Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...

07 outubro, 2011

falsidade, ingratidão, perdão

Resolvi escrever isso porque acho que tem umas coisas na vida que acontecem bem na hora que precisam acontecer. Tipo escrever agora. Tipo a yoga hoje.

Apesar de gostar, quase nunca faço yoga. Ontem e hoje eu fiz yoga. Esqueci o par de tênis em casa, e né, não tem como correr, pular e lutar sem tênis.

Aí hoje, na hora do relaxamento a professora colocou uma mensagem sobre perdão. “Lá vem” eu pensei. Mas até que não era melosa, aquelas coisas de power point. Tá, era um pouco melosa, mas só prestei atenção na parte legal.

P.S.: acho que estraguei a mensagem, ela nem tá parecendo tão legal quando tu chegares a ler, mas acredite em mim, ela era bem legal.


Mas antes de qualquer coisa, vamos contextualizar você, amigo leitor.


Seguinte: Na verdade, sempre achei perdão uma palavra muito forte. Muito séria, sisuda, e me lembra Igreja e Deus e aquela ladainha toda. Eu sempre fui do tipo “perdôo, mas não esqueço”. E eu não sei se isso é bem o que podemos chamar de perdão. Chame isso de rancor - pode até ser, mas só por um tempo. Não deixo isso me corroer, acho que é perda de tempo ficar triste ou com raiva de alguém bosta. Até que chega uma hora que vira pura indiferença. Se morrer, tanto faz. Sério. Acho que já disse isso aqui, mas é a pura verdade. Ou eu sinto pena. Pena por existir tanta gente pequena no mundo. Pena porque esse tipo não nasceu pra evoluir. Nunca vai saber o que é crescer; vai continuar vivendo e morrer como um verme, bicho nojento, que se esgueira e rasteja, sobrevivendo de restos. Restos da vida dos outros.


Agora, vamos à tal mensagem. Era mais ou menos assim:


Pra aprender a perdoar, você primeiro precisa aprender a SE perdoar.


E existem quatro etapas para saber se você é capaz de perdoar.


1- Dê um tempo

Ou seja, deixa baixo. Se alguém te fez alguma merda, espera um pouco antes de fazer algo a respeito. Deixa passar um tempo, a poeira abaixar. Resumindo: fica na tua, analisando a questão.


2 – NÃO LEMBRO, MAS NÉ, O QUE IMPORTA ESTÁ NOS PASSOS 1, 3 e 4 VIU


3 - Deixe a raiva de lado

Quando você pensa na pessoa e no que ela fez, e deixa de sentir raiva pra sentir PENA... É porque você está a um passo do perdão.


4 – Perdoe

Perdoe. Mesmo que seja um “Perdôo, mas se...”, “Perdôo, contanto que...”, “Perdôo, e vou esquecer isso...”, “Perdôo, mas não dou outra chance.”


Aí eu fiquei feliz, porque seguindo essa linha de raciocínio acho que sei perdoar. Até que chega um dia que não faz diferença sentir raiva ou tristeza ou qualquer coisa: o dia em que tu só queres evitar a fadiga.

06 abril, 2011

uma apaixonada pela vida

Estava ontem no consultório do meu cirurgião, com várias dondocas na recepção(uma com adesivo nos pés de galinha, a outra com botox....e eu lá né, pobre miserável, esperando pra reparar um erro – claro, Murphy tem que provar que me ama).
Uma das dondocas pega essas revistas de fofoca – aliás, é só o que tem - se depara numa matéria onde uma escritora cometeu suicídio 3 meses após o noivo ter se suicidado também (uma história bem triste). Aí ela larga a pérola:

- Ai, que horror! Mas pra quê a pessoa faz uma coisa dessas...sabe o que é isso? É falta de Deus na vida dela. Só pode ser falta de Deus.

Cara. Diz que é depressão. Que é maluquice. Diz que é qualquer merda, mas porra, falta de Deus não, né?
Que vontade de mostrar pra ela o que o excesso de boxe e muay thai faz na vida da pessoa, isso sim! Passou tanta coisa, mas tanta coisa na minha cabeça pra responder praquela cabeça de camarão loira do olho repuxado...que eu me limitei a ficar olhando com cara de “Aham moça, senta lá”.

Aí ontem eu comecei a ler “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, e no prefácio fala algo tão bonito sobre isso, que resumiu tudo o que eu penso sobre esse assunto:

[...] Como você se comporta hoje, o que você faz com cada momento, como você explora os talentos e as oportunidades à sua disposição são coisas muito mais importantes para um ateu genuíno do que para os devotos mais religiosos. Longe de perder o sentido, o que você faz nessa vida subitamente torna-se incrivelmente importante, já que você só tem essa única possibilidade de fazer a coisa certa, de mudar alguma coisa, de contribuir de alguma forma para aqueles que você ama ou que seguirão seus passos. [...]

30 novembro, 2010

Sum Pólo

Vou pra cidade grande nesse findi. Mãe teimou que quer porque quer ver uma exposição de jardins no Ibirapuera (vai gostar de planta assim lá na pqp, né?).
Aí fui pesquisar e descobri que é um Festival de Jardins, e que essa é a primeira vez que a versão do Festival ocorre fora da França. Ah, e foi organizado pelo MAM.

Como eu já ia pra SP no próximo findi pra despedir-me de uma amiga retirante que vai voltar às origens (Hellcife), aproveitei que dou um abraço nela, vejo a mãe e de quebra fico do lado da Galeria do Rock (eu sempre me sinto uma criança falando de loja de brinquedo qdo menciono a galeria). Aê né, quero ver se aproveito e conheço pessoas dos blogs também, viu dona e Melissa?

Eu gosto de ir pra São Paulo, me deixa feliz. É quaaaase que nem ir pra Porto Alegre (tá, mentira, nem chega perto) :)

Informações sobre a exposição, aqui.

19 outubro, 2010

frase do dia

"Quer conhecer melhor sua namorada? Case.
Quer conhecer melhor sua mulher? Divorcie."

(de um colega do trabalho que se divorciou recentemente)

09 agosto, 2010

segunda impressão

daí que hoje estava na fila do supermercado, com uma colega do curso, comprando umas coisas pra deixar no hotel. E pegamos uma fila razoável, e ficamos esperando um tempo razoável (pq sempre tem um cliente que não tem dinheiro, não tem crédito no cartão e vai assim mesmo fazer compras, atrasando todo mundo).
Só que tinha uma mulher atrás da gente, que começou a reclamar. E a reclamar ALTO, do supermercado, da fila, da caixa, que ela não tinha tempo, que isso era um desrespeito (mas assim, era ALTO, e bem no nosso ouvido).
Aí ela começou a berrar pelo "gérente, cadê o gérente", e o gérente apareceu; não contente, virou a falar que brasileiro e baiano é um povo burro, preguiçoso, que fica quieto, que não reclama (detalhe: com sotaque master-carregado baianês), aí ela meteu o Ministério Público na história, e ainda mandou todo mundo do supermercado tomar no cu. Assim mesmo, sem ninguém nem dar bola pra ela.
Sei lá se ela era louca, ou se o marido não comeu...enfim.

E pensar que é só meu segundo dia aqui...

20 julho, 2010

Dia do Amigo*



Difícil querer definir amigo.

Amigo é quem te dá um pedacinho do chão, quando é de terra firme que você precisa, ou um pedacinho do céu, se é o sonho que te faz falta. Amigo é mais que ombro amigo, é mão estendida, mente aberta, coração pulsante, costas largas.

É quem tentou e fez, e não tem o egoísmo de não querer compartilhar o que aprendeu. É aquele que cede e não espera retorno, porque sabe que o ato de compartilhar um instante qualquer contigo já o realimenta, satisfaz. É quem já sentiu ou um dia vai sentir o mesmo que você. É a compreensão para o seu cansaço e a insatisfação para a sua reticência.

É aquele que entende seu desejo de voar, de sumir devagar, a angústia pela compreensão dos acontecimentos, a sede pelo "por vir". É ao mesmo tempo espelho que te reflete, e óleo derramado sobre suas águas agitadas. É quem fica enfurecido por enxergar seu erro, querer tanto o seu bem e saber que a perfeição é utopia. É o sol que seca suas lágrimas, é a polpa que adocica ainda mais seu sorriso.


Amigo é aquele que toca na sua ferida numa mesa de chopp, acompanha suas vitórias, faz piada amenizando problemas. É quem tem medo, dor, náusea, cólica, gozo, igualzinho a você. É quem sabe que viver é ter história pra contar. É quem sorri pra você sem motivo aparente, é quem sofre com seu sofrimento, é o padrinho filosófico dos seus filhos. É o achar daquilo que você nem sabia que buscava.

Amigo é aquele que te lê em cartas esperadas ou não, pequenos bilhetes em sala de aula, mensagens eletrônicas emocionadas. É aquele que te ouve ao telefone mesmo quando a ligação é caótica, com o mesmo prazer e atenção que teria se tivesse olhando em seus olhos. Amigo é multimídia.

Olhos... amigo é quem fala e ouve com o olhar, o seu e o dele em sintonia telepática. É aquele que percebe em seus olhos seus desejos, seus disfarces, alegria, medo. É aquele que aguarda pacientemente e se entusiasma quando vê surgir aquele tão esperado brilho no seu olhar, e é quem tem uma palavra sob medida quando estes mesmos olhos estão amplificando tristeza interior. É lua nova, é a estrela mais brilhante, é luz que se renova a cada instante, com múltiplas e inesperadas cores que cabem todas na sua íris.

Amigo é aquele que te diz "eu te amo" sem qualquer medo de má interpretação: amigo é quem te ama "e ponto". É verdade e razão, sonho e sentimento. Amigo é pra sempre, mesmo que o sempre não exista.

*(recebi por e-mail e guardei desde o ano passado)

07 julho, 2010

Hipocrisia

Uma coisa que me dá nojo, é a inveja. Convivo com gente invejosa desde pequena, e farejo de longe gente assim.

Também não gosto daquele tipo de pessoa que tem o ego maior que o seu corpo, e acha que o Universo morre de inveja dela. Não sou assim. Sou egocêntrica, mas não sou besta.

Falam também daquela inveja "branca"...branca é a minha bunda, inveja é inveja sempre. Mas tem algumas que motivam a fazer algo melhor, muitas vezes pra si.
Mas a pior que eu acho, a mais nojenta, é aquela inveja velada. A inveja pintada com a tinta da indiferença. Aquela que o fulano não sabe elogiar, só criticar ou menosprezar o feito de outra pessoa...Medíocre.

Ah, e as pessoas que vem falar de orgulho. Orgulho DE QUÊ, se elas nem sabem o que é isso? Elas agem assim: se não me falam nada, eu também não vou falar (nossa, tá ganhando muito com isso hein? realmente, pessoa muito superior...). Como se fosse uma "troca de favores".

Ah, a troca de favores...Eu sei que o mundo funciona na base disso. Mas será que até os relacionamentos, no geral, precisam ser assim?

Hipócrita, invejoso, orgulhoso, todo mundo é, ao menos um pouco. Eu quero é ver o diferencial, que tá na espontaneidade, na sinceridade, no dizer "nossa, que sofá legal", ou então "puxa, eu não sei andar por lá, me dá uma ajuda".

Não quero continuar a ver coisas ruins em atos tão simples.


19 abril, 2010

da chuva no Rio

Saí do trabalho às 18h, na segunda-feira. Eis que 17h40 começa a cair uma chuva, mas uma CHUVA...quando cheguei na porta frontal do prédio, aquele mundaréu de água, sem nenhum guarda-chuva por perto, sem dinheiro pra ficar até mais tarde e pagar um táxi pra casa, a única coisa que pensei foi:

- Fodeu.

Não bastou o queixo do motorista quase abrir uma cratera no chão quando me viu naquele estado “oi, fui jogada na piscina de roupa”. Não bastou ficar durante OITO horas (O-I-T-O) num engarrafamento debaixo do ar-condicionado GELADO, toda ensopada. Não bastou subir um morro (sei lá se era favela) pra tentar fugir (inutilmente) do engarrafamento, e depois ficar parados por 3h em São Cristóvão com água cobrindo o pneu do ônibus. Não bastou ver gente se segurando uns nos outros, com água até a cintura e mochila na cabeça, ver cara abrindo o carro e jogando a água pra fora, de balde.

Não. Nada disso bastou.

Quando eu finalmente desci no ponto (já eram 2h da manhã), a última coisa que eu esperaria naquela chuva maldita seria ver alguém na rua. Pois eu ainda desço do ônibus e dou de cara com um travecão. Ela na rua, sozinha, parada, de guarda-chuva e com um radinho de pilha (dando as últimas notícias da chuva). Ainda me deu boa noite, e me desejou um “boa sorte!”, toda penalizada.

Agora me digam: que RAIOS de cliente ela tava esperando naquela chuva?! Porque olha, sair de casa por sexo naquela chuva, isso sim, define bem a palavra ”desespero”.

20 janeiro, 2010

dolores o'riordan

a camaleoa

Quando eu tinha 10 anos, falei pra minha mãe que eu queria ter a orelha toda furada que nem a dela. E raspar o cabelo também, que nem ela. Ah, e ser magrela que nem ela. Porque a barriga dessa mulher me encanta desde a infância.
Uma prima que me apresentou Cranberries (a única coisa boa que ela fez por mim), quando eu era criança. E eu fiquei fascinada com a atitude dela, o jeito franzino mas a personalidade fortíssima, a voz meio desafinada e linda, a forma como ela consegue ser brega e chique ao mesmo tempo, o sotaque irlandês carregado. Com 13 anos comprei o CD To The Faithful Departed, e ficava imitando ela cantar Salvation, When You're Gone e o início da Eletric Blue Eyes.

Acho que ela e a Marie Fredriksson são as únicas vocalistas que eu realmente invejo, em todos os aspectos - com exceção da Marie, que é chique de doer, sempre foi, até nos anos 80, onde a breguice comanda. Muito fina, muito high class.

sei que Cranberries vem pro Brasil final do mês. E eu tou assim, me mordendo pra ir. Porque é lembrar da infância. É poder ver a musa inspiradora do estilo que eu sonho em ter - tá, tirando a parte brega dela.

Olha Dolores, não furei toda a minha orelha não - até tentei aos 12 anos, mas ela inflama muito, e descobri que meus furos na orelha são tortos. Então não tem como seguir uma linha reta com os brincos na orelha inteira. Mas eu tenho piercings pra compensar...compensa? Espero que sim.

16 dezembro, 2009

jingle bells

Além da época do ano onde somos obrigados a ouvir a trilha sonora mais chata possível, Natal, pra mim, virou sinônimo de feriadão-estendido-onde-eu-posso-visitar-a-família.
É daqui a pouco, pego o vôo pra POA às 17h30 e me jogo pra Terra do Carvão e do time da série C, pra retornar a Cidade Maravilhosa (?) só depois do Natal.

Bem que os blogueiros de Criciúma poderiam fazer um blogontro, né? Seria legal conhecer essas pessoas (ou revê-las), e também é um dia de estrela pra todo mundo...afinal, quem não gosta de ser reconhecido?
Sei lá. Sei que nessa semana vou sair com esse cara aqui e vou conhecer essa moça aqui, de preferência junto com ela – nem que seja marcando hora no salão pra fazer qualquer coisa, só pra ter desculpa pra papear :)

Se alguém mais ler e topar, espalha pros outros amigos, blogueiros criciumenses e a gente marca algo. Eu sei que essa época é foda porque muita gente viaja e repentinamente vira super-família...Mas vai que dá certo, né?

15 dezembro, 2009

vivendo e aprendendo

Ontem eu descobri ser verdade o que minha mãe sempre disse: que uma pessoa calma, quando nervosa, assusta muito mais do que alguém sempre nervoso (tipo, eu).


Eu tava quase dando piti no corredor porque agora resolveram trancar a porta da copa – sabe-se lá porque – justamente na hora que eu cheguei com o estômago colado nas costas, depois de uma apresentação coralística na hora do almoço (é, o coral sempre se mete em furada, incrível. Quando não é o lugar imprestável, é o horário...). As cópias da chave estão com poucas pessoas, e ninguém nem se mexeu pra abrir a porta pra mim enquanto eu estava reclamando e quase grudando no pescoço de uns.


Respirei fundo, entrei em um dos laboratórios dos meus colegas e falei tranquilamente, com o sorriso mais cândido e puro que vocês possam imaginar:


“Oi! Olha só, ou alguém me dá as chaves da copa agora, ou eu vou arrombar aquela porta. E estou falando sério.”


Em menos de 1min, dois colegas já levantaram da cadeira com as chaves.


Isso é pra aprender a não se estressar por coisa pequena. Às vezes é só dar um sustinho :)

02 dezembro, 2009

'60 lady

Esses dias eu estava voltando do supermercado, pensando na vida, andando calmamente, mega-distraída... Até que alguém atrás de mim resmunga algo tipo “blablabla whiskas sache velhinha”. Aí eu cheguei pro lado, a fim de dar espaço pra pessoa passar. Eis que um cara - até agora não sei se era bêbado ou mendigo – passou por mim, ainda resmungando. Eu entendi que ele disse que eu parecia uma velhinha – provavelmente porque eu tava andando devagar.

Mas, não se contentando em me ultrapassar e seguir seu caminho – não, porque eu sou muito sortuda -, ele começou a puxar conversa comigo, meio cambaleando, se voltando, continuando o caminho:

“É, você tá parecendo aquelas mocinhas dos anos 60, só falta aquelas sombrinhas pro sol.

Mas eu gosto, eu gosto, você fica bem, combina com você. É o seu charme. Assim, tem gente que não gosta, sabe, das suas roupas. Tem gente que acha antiga, brega. Mas eu gosto, você é charmosa e fica muuuito bonita assim.”

Agora além dos mendigos/ bêbados passarem cantadas ininteligíveis, também dão dicas de moda gratuitamente – e olha que legal, sem a gente nem pedir.

Se bem que, conselhos sem que a gente peça não é só gente maluca que dá...

30 novembro, 2009

exhibitionist way

Sabe, eu não gosto de gente exibida. Eu até tento ser assim às vezes...mas fica forçado. Porque não é de mim, não faz parte da minha essência. E é realmente chato conversar com uma pessoa que faz questão de mostrar tudo o que tem, o que fez, o que é. A pessoa às vezes nem é chata, mas torna-se um porre com essa atitude.
Às vezes eu tenho que me cuidar, porque começo a falar de uma coisa que me agrada, me empolgo e não paro. Mas eu tenho limites, eu tenho noção, eu consigo perceber quando é hora de parar. E peço desculpas. Diferente de pessoas que vivem fazendo aquele comentário desnecessário, sabe? Pois é.

Dá vontade de virar e dizer: "oi, ninguém é tão interessante assim!"

06 novembro, 2009

que eu gosto

Cheiro de grama cortada.
Cheiro de café.
Cheiro de chuva.
Cheiro de cigarro no ar.
Cheiro de terra molhada.
Cheiro de jasmin.
Cheiro de churrasco.
Cheiro de cabelo limpo.

25 agosto, 2009

experiências

Acho que todo mundo deveria trabalhar e logo que pudesse, ir morar sozinho. Se a experiência não der certo e tiver que voltar pra casa, tudo bem; mas ainda assim é válido como aprendizado.
Vejo muitos (mas muitos mesmo) amigos meus, que fazem faculdade e não trabalham, ou é por preguiça, por achar que merecem coisa melhor, ou pensam que alguns trabalhos são “vergonhosos”... Ou dizem que não querem trabalhar em algo no qual não estudaram. Aí eu me pergunto: esse povo não pensa que, se os pais morrerem, do que elas vão viver? Elas nunca cogitaram essa possibilidade e realmente pensam que os pais são eternos?
Muitos desses meus amigos já querem começar “por cima”, e criticam outras pessoas que (minha opinião) são realistas e procuram um estágio, ganhando miséria. Porque é assim que se começa mesmo, quebrando a cara, sem ninguém pra te proteger, e sempre seguindo em frente.
Aprendi que uma coisa é sonhar alto e ter ambição; outra coisa é deixar se iludir com seus sonhos. A ambição contribui pra isso, mas principalmente a desnecessidade de trabalhar pra pagar suas contas e se manter. Porque a realidade é nua, crua e nada romântica, meus caros. Morar sozinho e cuidar da sua própria vida é muito bom; mas o preço também é muito alto. É receber o salário já pensando nas contas do final do mês; é se privar de sair num final-de-semana porque precisa estudar, limpar a casa e lavar roupa; é programar sua próxima aquisição com um 6 meses de antecedência; é ter de arrumar um bombeiro hidráulico quando a privada resolve travar em plena domingueira de manhã...Quem passa por isso sabe valorizar tudo o que tem.

Eu penso que todo trabalho, não interessa qual, é útil, porque te faz amadurecer, criar responsabilidade, se sociabilizar com outras pessoas diferentes, aprender a se controlar.
Aliás, pra tudo na vida a gente tem que pensar assim: “alguma coisa eu tiro daqui, alguma coisa eu aprendo”. Não importa se é um trabalho totalmente fora da casinha. Pra mim, o feio mesmo é não trabalhar, não se esforçar, não se dedicar, e ainda por cima atribuir a culpa da sua infelicidade nos outros, como se o mundo fosse responsável pela sua falta de vontade e tivesse a obrigação de lhe dar as coisas de mão beijada.

Vitimização? Ah, me dá um tempo.

21 agosto, 2009

ma che!

e ontem, comendo pizza, eis que ouço a citação:
"Como diz meu amigo Beto: pizza é igual a sexo; até quando é ruim, é bom."

.euri

14 agosto, 2009

workin'

Descobri que meu colega de laboratório é mais velho que meus pais, e eu sou mais nova que a filha mais nova dele.

Fico pensando que deve ser cansativo trabalhar todos os dias com uma pirralha como colega de trabalho...

13 agosto, 2009

new hair

Mal deu tempo de acostumar com o cabelo novo, e já estou agoniada. Agora quero cortar a franja... Porque é assim, já cortei o cabelo pra não me incomodar por causa do calor infernal carioca. E quem me conhece, sabe que sou muito CHATA com cabelo, ele tem que estar impecável, perfeito, até pra sair com ele molhado eu tenho restrições (só quando o atraso não permite tomar os devidos cuidados). Se ele está comprido então, é n vezes pior pra cuidar.
Então, cortei pra ser uma coisa prática. E tá uma maravilha, em 10min eu seco e ele tá pronto, lindo, todo flóps. Mas a franja tá incomodando, porque agora ela é a maior parte do meu cabelo (abaixo do queixo), e ela tem que ficar lisinha pra ficar legal – porque infelizmente, esse é daqueles cortes legais que só ficam bons com o cabelo liso. E é um saco perder a maior parte do tempo do teu cabelo com a franja...enfim.
Daí que essa semana começaram as aulas do cursinho pré-vestibular (ou ié!). E no segundo dia de aula, com inúmeras cadeiras vazias na sala, QUEM vem sentar do meu lado? QUEEEM? Um emo, minha gente. Sim, um E-M-O. A raça detestada ultimamente pela humanidade. E o guri é uma gracinha, lindinho sabe? Desses adolescentes novinhos, mas super-cuti? Que pena eu fiquei, só de imaginar ele chorando ouvindo NXZero...
E logo veio na minha cabeça:
“Gente, ele só pode ter se identificado com a minha franja! SÓ PODE!”

É o sinal que eu precisava: preciso cortar meu cabelo URGENTE!

porque ninguém ensinou pruma criatura dessas o que é Pantera?
 

Made by Lena