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15 abril, 2010

pipoca

não sei de vocês, mas eu adoro pipoca. ADORO. E pipoca de pipoqueiro é diferente, FATO. Principalmente a doce.
Quando eu estou com muita muita muita vontade de comer doce (tpm), e se estou na rua, compro logo um saco de pipoca doce grande. Não sei nas outras cidades, mas aqui no Rio o legal é que eles colocam leite condensado por cima da pipoca doce (às vezes enchem até a metade, colocam leite condensado, completam com pipoca e mais leite condensado), e na salgada, alguns colocam pedacinhos de queijo frito, outros colocam bacon.

lambo os dedo e os beiço, sempre!

03 abril, 2010

pedras portuguesas


Porque aqui no Rio é assim: ou tu anda de rasteirinha, tênis ou no máximo, aquele saltinho plataforma de 5cm. Em resumo: tu se torna uma toupeira.

Ontem saí à noite, com minha sandália \vanessao e quase tropecei umas 38725 vezes na calçada - ou nos buracos dela.

Eu não sei porque eles ainda mantém essas malditas pedras portuguesas. Sei lá se é patrimônio, mas por mim, arrancava tuuuudo e jogava cimento em cima. Deixava no máximo, o calçadão de Copacabana, Ipanema e Leblon, porque afinal, quem vai pra lá de salto é tonto ou as pessoas que trabalham na mais antiga profissão da humanidade...


15 dezembro, 2009

vivendo e aprendendo

Ontem eu descobri ser verdade o que minha mãe sempre disse: que uma pessoa calma, quando nervosa, assusta muito mais do que alguém sempre nervoso (tipo, eu).


Eu tava quase dando piti no corredor porque agora resolveram trancar a porta da copa – sabe-se lá porque – justamente na hora que eu cheguei com o estômago colado nas costas, depois de uma apresentação coralística na hora do almoço (é, o coral sempre se mete em furada, incrível. Quando não é o lugar imprestável, é o horário...). As cópias da chave estão com poucas pessoas, e ninguém nem se mexeu pra abrir a porta pra mim enquanto eu estava reclamando e quase grudando no pescoço de uns.


Respirei fundo, entrei em um dos laboratórios dos meus colegas e falei tranquilamente, com o sorriso mais cândido e puro que vocês possam imaginar:


“Oi! Olha só, ou alguém me dá as chaves da copa agora, ou eu vou arrombar aquela porta. E estou falando sério.”


Em menos de 1min, dois colegas já levantaram da cadeira com as chaves.


Isso é pra aprender a não se estressar por coisa pequena. Às vezes é só dar um sustinho :)

30 novembro, 2009

exhibitionist way

Sabe, eu não gosto de gente exibida. Eu até tento ser assim às vezes...mas fica forçado. Porque não é de mim, não faz parte da minha essência. E é realmente chato conversar com uma pessoa que faz questão de mostrar tudo o que tem, o que fez, o que é. A pessoa às vezes nem é chata, mas torna-se um porre com essa atitude.
Às vezes eu tenho que me cuidar, porque começo a falar de uma coisa que me agrada, me empolgo e não paro. Mas eu tenho limites, eu tenho noção, eu consigo perceber quando é hora de parar. E peço desculpas. Diferente de pessoas que vivem fazendo aquele comentário desnecessário, sabe? Pois é.

Dá vontade de virar e dizer: "oi, ninguém é tão interessante assim!"

07 agosto, 2009

Das coisas que eu tetesto em Criciland

Com tantos blogs de Criciúma como coleguinhas, vamos ver se alguém concorda comigo... E por favor, leiam isso com humor, hein. Não vão se ofender por miséria, como o nosso coleguinha deste meu outro post (vide comentários).

Sempre que eu vou visitar a terrinha, não consigo ficar mais do que 3 dias sem começar a me encher...é incrível, passo 6 meses doida de saudades e quando eu finalmente consigo, em 1 semana estou arrancando os cabelos de desespero. Vejamos algumas coisas que contribuem para que eu me sinta sufocada na Terra do Carvão:

  1. Megalomania

Sim, pessoas. Eu, tu, e todo o povaredo criciumense sabemos muito bem o que é isso... Fato é que não dá pra agüentar a mentalidade do povo (falando de um modo beeem geral mesmo). A culpa não é nem das pessoas...é uma coisa cultural, essa mania de achar que Criciúma é metrópole. Num é, é roça, é interior, e não sei porque as pessoas tem vergonha de admitir isso. Aliás, tem gente que fica com raiva de mim quando eu falo isso...(mas eu to mentindo?) Claro que não é interior assim, tipo Sanga da Toca (?), nem nada de ver tratores andando pela Av. Centenário...mas não me venha dizer que é cidade grande, que não é!

  1. Ônibus

Caso sério isso. Os horários são limitados, marcados, e se a gente perde um, leva meia hora pra passar outro (no meu caso, que moro na região limítrofe da cidade – que chique, sempre quis falar isso). Pra quem não tem carro (like me), é um tormento. Quer ver pra sair à noite, é quase uma novela merricana: se preparar com umas 2h de antecedência, quase quebrar o salto andando até o ponto de ônibus, tentar se equilibrar no mesmo, depois gastar mais um pouquinho do salto andando até o local pré-determinado...Sem contar que alguns (normalmente com a mentalidade do item 1) ficam te olhando com cara de “Geeente, que pobre!”...dá vontade de mandar à merda.

  1. Lazer

Mamis já dizia: ô cidadezinha pra falir boates, bares e afins...nunca vi (vide McDonald’s, BIG...). Hoje em dia não sei direito quantos lugares decentes tem na cidade (afinal, sou da época que a Casa do Rock era boa - aliás, frequentável). Mas é assim, de contar nos dedos. Peça de teatro volta e meia aparece. Cursos interessantes? Quase nenhum, ou no mínimo, é muito difícil encontrar, ou pouco divulgado.

  1. Marias- Gasolina

E o que dizer das pessoas (que não são só gurias, colega! Alo vose maxista embesil1) que fazem a fabulosa ligação: se fulano tem um carro, é bem-sucedido? Olha, acho muito válido ter um carro sim, e até compreendo esse pensamento (de acordo com o item 2), mas daí a fazer disso seu propósito de vida é sacanagem, né!

  1. Certas vendedoras

Que te olham da cabeça aos pés quando tu entras pra perguntar sobre algum produto (principalmente as de boutiques). E tem aquelas que ficam com uma cara de bunda, só porque tu não estás com aquela bolsinha Victor Hugo comprada na 25 de Março (pra não dizer Galeria Lúcio Cavaler), mas que, pra todos os efeitos foi adquirida na Oscar Freire. E ó, vou falar porque falo merrrmo: pra quem já entrou na Calvin Klein e Armani no Shopping Leblon, de havaianas e toda suja de areia, cabelo cheio de sal, vindo direto da praia, vai ter paciência com um tipinho desses? Só não falo isso pra elas porque não quero ser indelicada (mentira, é porque nunca me pegaram na TPM).

  1. Mulheres Bonitas

Ah, é sacanagem. MUITA sacanagem que rola em Criciúma...a concorrência é des-le-al, gente! Vai sair à noite pra ver só: a quantidade de mulher bonita/ m³ é absurda! Eu fico indignada, pra cada canto que a gente olha tem uma beldade no melhor estilo Bündchen, mega-fucker produzidérrimas, desbancam qualquer atriz hollywoodiana (ou Bollywoodiana, com toda essa onda hindu). E a gente se arruma, perde horas escolhendo roupa...chega lá e se sente um patinho feio. Sem contar que é totalmente desproporcional a relação Mulheres Bonitas x Homens Feios (como podem ler no item seguinte). Ai, muito triste isso.

  1. Homens Feios

COMO SE NÃO BASTASSE o item 7, ainda temos que lidar com isso...Sério, se tiver um homem em 1m³ que chegue à altura de alguma destas moças, é gay ou é casado. Só pode. Da última vez que estive lá, minha amiga me levou na Dioxxi (não lembro agora se tem acento). Adoreeei, lugar lindão, a gente usa uma pulseirinha super in pra comprar bebida, com aqueles leitores de caixa de supermercado, a banda de Fpolis de rockzinho tava ótima (pq a banda de Criciúma era daquele sertanojo universitário – e olha a minha cara de sair de casa num frio da porra pra ouvir música de corno! RÁ!)...eis que me chega um italianinho gordinho, baixinho, vermelhinho, me cantando. Péra aí: passei 2h me arrumando (não, não subi aquela morreba a pé tá?), escovando cabelo, maquiando, coloquei aquela blusinha comprada no Rio, super “eu-tenho-e-ninguém-tem-igual” prum tipo ASSIM perceber que eu ec-xisto? Ah, me revolto. E acho digno.

  1. Par de Vasos

O que os criciumenses tem contra as coisas diferentes, até hoje não descobri. O que eu sei é que eles olham com cara de assombro, revolta ou desprezo pra tudo o que não é in na cidade (com uma pitada de sarcasmo colonial, eu diria – por achar que Criciúma é referência pra qualquer coisa). Vou dar um exemplo bem mulherzinha (como boa mulherzinha que sou): nas férias, estava num show com um vestido de cerejas. Pois me chega UM CARA (um cara, nem era outra guria) e diz que não gosta dessas “roupas que ficam parecendo capa de botijão de gás”. Só pude responder: “Ainda bem que não nasci pra agradar.” Fazer o quê, né.


P.S.1: Logo logo faço um post sobre as coisas que eu adoro no Rio e Crici...mas já aviso que provavelmente terão menos itens (yep, sou exigente e cricri)

P.S.2: Meninos, não fiquem chateados; falo com propriedade de quem já namorou um criciumense (td bem que foi só um) mais ou menos com esses requisitos, ok? ;)

P.S.3: Será que o cara do Item 8 falou isso só porque ele ouviu todas as minhas opiniões - nem tão pacíficas - sobre pagode (bêbada), e só depois de despejar tudo eu descobri que ele toca numa das bandas mais descoladas da cidade, no gênero?

16 junho, 2009

taxi


Conversa com o taxista, durante o trajeto Rodoviária - Aeroporto/ Porto Alegre (15min):

"Bom dia.
Bom dia, Sra.
Sra tá no céu moço, é Srta. :)
Ah, ok - risos. Pra onde?
Toca pro aeroporto.
(15min depois)

Quanto deu?

... reais.
Tá aqui. Valeu, bom dia pra ti e tudo de bom.

Ah, obrigado, pra ti também!"


Conversa com o taxista, durante o trajeto Aeroporto - Trabalho/ Rio de Janeiro (15min):

"Boa tarde.
Boa tarrrrrde, Sra.
Sra tá no céu moço, é Srta. :)

Hahahaha, pô, dexculpa aí, não quis ofender, é que a gente tem que falar assim com todo mundo. Sabe, uma vez teve uma cliente que achou ruim quando não falei, disse que não fui educado. Mas é como minha mãe sempre dizia, pra nós - eu e meus irmãos, você sabe, somos uam família grande - e...

(10 min depois)

Ahm...moço, vamos pro Fundão, tá?

(5min depois)
Quanto deu?
... reais (eles sempre arredondam o valor pra mais)

Tá aqui. Valeu, bom resto de trabalho e tudo de bom.

Ah, obrigado! Pra você também, felicidades e uma ótima semana."

01 junho, 2009

O andar


“Olha, que coisa mais linda, mais cheia de graça É ela a menina, que vem e que passa Num doce balanço a caminho do mar...”
Garota de Ipanema

Já dizia o saudoso e fenomenal Tom Jobim.
Porque, meus caros, podem falar o que quiser das cariocas: que são liberais, safadas, putas, mente aberta, simpáticas, gente boa... São muitos os adjetivos.
Mas uma coisa é indiscutível em qualquer um desses exemplos: seu andar.
Ah, o andar... Este é sim, realmente único.
Não tem gaúcha, paulista, pernambucana, capixaba ou amazonense que ande com tanta graça, desenvoltura e charme feito uma carioca. Mas digo isso daquelas cariocas legítimas, aquela que é filha e neta de carioca (nada de filha de paulista, nordestinos ou do interior do RJ, que nasceu na Cidade Maravilhosa, não!).
Falo daquela carioca da gema, daquela moça que tem no sangue a famosa malandragem
(que estacionou nos anos 60, diga-se de passagem)...
Nunca havia reparado nisso desde que vim para cá, um colega de trabalho foi quem me chamou a atenção para esse detalhe (ele é nordestino, mas mora no Rio há 30 anos e ama essa cidade como se ele fosse daqui). Então, agora, sempre que saímos pra almoçar, ficamos reparando em qualquer moçoila que ande na nossa frente:

- E essa aí, Dionísio, é carioca?
- Hmm... Essa não. Anda muito torta, deve ser paraíba, tadinha....Em compensação, olha ali...aquilo sim, é carioca!


E não tem salto 15cm, nem calçada esburacada, nem chuva ou operários de obra que fazem com que ela sequer tenha um deslize...

Porque é fato: carioca não anda; desfila.
 

Made by Lena