28 Janeiro, 2010
cardio
- Hm...é, às vezes.
- Como, às vezes? Com que freqüência é às vezes?
- Ah, quando eu bebo, saio prum barzinho...aí dá vontade e eu fumo.
- E você bebe sempre?
- Ah sei lá, todo final de semana...ou menos ainda. Mas deixa assim, considere todo final de semana.
- Olha, você não veio aqui pra isso, mas é meu dever te aconselhar. Por que você não para de fumar? Eu sei que na maior parte das vezes as pessoas fazem certas coisas para serem aceitas num grupo, pra mostrar que tem atitude, mas quem tem atitude mesmo é a pessoa que se mantém firme e (a médica olha pra mim)...Ih, sou chata, né?
(decididamente, eu não sei disfarçar)
20 Janeiro, 2010
dolores o'riordan
14 Janeiro, 2010
papis
resumindo: nesse meio tempo, ele já sabe mais da vida do porteiro do meu prédio do que eu (ele é do Maranhão e tá aqui há 21 anos, sabia? Mas agora ele só viaja pra lá pra visitar) e já até tomou uma cerveja num bar, não esse da esquina, outro que tem aqui na tua rua, mais lá embaixo, naqueles prédios residenciais..., além de conversar com os caras que estavam num happy hour - detalhe, NUNCA vi esse bar.
E eu toda preocupada. Rá.
12 Janeiro, 2010
logo eu
Poucas pessoas conseguiram atravessar esse muro. Muito poucas, eu diria. E o número diminui, a medida que as pessoas precisam ficar do lado de dentro do muro, pra compreender melhor a fragilidade, camuflada na força. Porque, veja bem, não é uma coisa fácil de compreender. Talvez porque eu não facilite, ou porque eu não saiba facilitar. E...sabe de uma coisa? Cansa ficar o tempo todo em guarda, cuidando pra que a construção não desmorone e o trabalho de anos vá por água abaixo. Mas é necessário, eu sei que é.
Até que aparece alguém que me deixa completamente desarmada. Eu baixo a guarda, fico desatenta, maravilhada, hipnotizada. Sabe quando a gente derrama um pote de glitter no ar, e fica parada olhando aqueles brilhinhos e luzinhas todas? Estou assim.
E pouco a pouco, junto com o pó do glitter, eu vejo o muro se desfazendo. Desmonorando, caindo por terra. Até que a nuvem de fumaça formada pelo muro destruído, junto com os brilhinhos me envolva, e cubra tudo, até eu não enxergar mais nada. Não vejo um palmo além do meu nariz, e não entendo nada. E o que é mais assustador, é que eu não estou com medo. Porque, no fundo, eu sempre tive medo. Medo de me entregar aos meus sentimentos. Porque de alguma forma eu já sabia, sabia que eles eram turbilhonados, barulhentos...Talvez estivesse me enganando, tentando mantê-los lá, quietinhos - ou era ignorância mesmo, de nunca ter sentido isso antes.
Mas de alguma forma eu já sabia que gostar pela metade não serve pra mim. Meio-termo é uma palavra que não consta no dicionário da minha vida, e acho que nunca vai constar. Essa é a minha essência: oito ou oitenta, amo ou odeio, ou me jogo ou nem vou.
E estou feliz. Muito feliz. Sabe aquela felicidade que chega a dar vontade de chorar? Aquela felicidade que chega a dar medo, de tão perfeita que é?
O que eu to sentindo é um...bom eu não sei o que é. Aliás, acho que sei. Pela primeira vez, estou pura e genuinamente apaixonada.
30 Dezembro, 2009
retrospectiva
Vou escrever hoje, porque amanhã viajo rumo a POA, fugindo dessa balbúrdia que é o Rio de Janeiro no Réveillon! Wo-hoo!
Ah, e falando sério, eu gosto muito mais desse clima de renovação do Ano Novo, do que o espírito hipócrita natalino. A minha intenção era fazer uma retrospectiva bonitinha, mas não gosto muito disso porque sempre acabo esquecendo a metade das coisas que eu fiz/ não fiz. Anyway...
Esse ano foi uma merda pra mim. Um monte de coisa ruim aconteceu em escala absurda: decepções, problemas familiares, doenças. Sei lá, não gostei e já tá demorando pra acabar. Gostei mais do ano passado – acho que porque eu podia gastar mais e esse ano estava cheia de dívidas, hahaha! Enfim, apesar do povo adorar uma tragédia, vamos citar só as coisas legais que aconteceram esse ano (e que a minha memória permite lembrar):
Digo que duas coisas principais salvaram este ano falido. Uma delas foi a aquisição de uma flauta linda, prata e decente que vai ser minha por toda a minha vida! Quase ninguém sabe, mas meu maior sonho, desde os 10 anos, era ter uma flauta transversa e aprender a tocar. Nunca quis tocar pra ser musicista profissional, ou pra me apresentar em bandas ou orquestras. É aquilo de fazer por ti, por prazer mesmo. Não toco para aparecer...eu toco pra mim, e isso me basta. Então nesse ano surgiu a oportunidade, comecei a estudar música e já completei 1 ano, indo pro 3º semestre. É o básico do básico, mas se dá pra tocar e entender, é o suficiente. Pode parecer bobo, mas é sério: todo dia eu abro o estojo e namoro um pouquinho o meu bebê. :) Porque é uma coisa que eu sempre quis ter, e consegui. E cara, essa sensação de realização é muito boa!
A outra coisa foi conhecer pessoas. Conhecer pessoas é muito legal, eu gosto. Mas essas são particularmente muito, muito especiais. A turma do Bule foi imprescindível, tenho que citá-los aqui: muita gente foda no que faz, e foda como pessoa, sabe? São pessoas lindas, lindas mesmo. Tive a oportunidade de conhecer todos, e está sendo ótimo. E tudo isso me mostra que a cumplicidade em um relacionamento não deve ser baseado no tempo que ele existe – como muita gente acredita - e sim no grau de empatia das pessoas. Recentemente, no Natal, conheci blogueiros de Criciúma, o Chicuta, a Deise e a Ju Dacoregio, que são simplesmente adoráveis!
Conheci amigos de Sampa de looonga data internética, de outros blog, anos, eras (né Sissi? Linda!) e de quebra, ela me apresenta (por blog, não pessoalmente – ainda), a Re, que é uma fofa, dona de uma flor de lótus lindíssima tatuada nas costas!
Ah tá, sem contar meu cabelo que foi diminuindo gradativamente (ainda apareço com um moicano verde) junto com a cor dos cabelos, os piercings foram aumentando e as tattoos também. Acho até que a minha mãe já se conformou em ter uma filha-gibi.
Eu queria falar mais, só que um infeliz mandou amostras de gás pra mim AGORA, dia 30/12 às 15h43, numa tarde MUITO chuvosa, e estou sozinha no laboratório e tenho que ir correndo buscar (esse cara deve ser muito mal-amado!).
Então aqui ficam meus votos de Feliz 2010, muitas realizações e coisas boas nesse ano, muito melhores que 2009!
16 Dezembro, 2009
jingle bells
É daqui a pouco, pego o vôo pra POA às 17h30 e me jogo pra Terra do Carvão e do time da série C, pra retornar a Cidade Maravilhosa (?) só depois do Natal.
Bem que os blogueiros de Criciúma poderiam fazer um blogontro, né? Seria legal conhecer essas pessoas (ou revê-las), e também é um dia de estrela pra todo mundo...afinal, quem não gosta de ser reconhecido?
Sei lá. Sei que nessa semana vou sair com esse cara aqui e vou conhecer essa moça aqui, de preferência junto com ela – nem que seja marcando hora no salão pra fazer qualquer coisa, só pra ter desculpa pra papear :)
Se alguém mais ler e topar, espalha pros outros amigos, blogueiros criciumenses e a gente marca algo. Eu sei que essa época é foda porque muita gente viaja e repentinamente vira super-família...Mas vai que dá certo, né?
15 Dezembro, 2009
vivendo e aprendendo
Ontem eu descobri ser verdade o que minha mãe sempre disse: que uma pessoa calma, quando nervosa, assusta muito mais do que alguém sempre nervoso (tipo, eu).