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20 julho, 2011

The Fame Monster

O ex-namorado na minha mãe também é técnico em mineração. Aí ele foi trabalhar numa mina na Colômbia. E descobriu que um engenheiro lá, o Medina, foi meu professor (bem querido, até). Então ele perguntou se o Medina me conhecia e tal:



"Quem, a Silvia? Claro que eu lembro! Bah, mas aquela guria era brava! Inteligentíssima, mas tinha um gênio..."




Pois é gente, sua fama profissional sendo contruída desde os tempos de curso #fikdik


04 abril, 2011

manual de como lidar comigo I

Aconteceu na semana de Natal. Estava em Criciúma, com o Gui e a Ka num show duma banda local de rock. Eis que surge, do nada, aquela figura grande (leia-se: gorda) e sorridente na minha frente, me dá um beijo na bochecha e me diz: “te adoro, tá?”, e sai.

Assim, do nada. Só reconheci a figura quando ela já estava com a cara quase colada na minha, por causa dos refletores do palco.

Eu fiquei de boca aberta, a Ka perguntou “Que merda foi essa?” e o Gui, ficou sem entender nada.

Ah, e não bastou ter feito essa ceninha patética não! Tinha que ir sentar do nosso lado quando saímos pra fumar, claro. E ainda queria conversar e tirar foto comigo...olha que coisa FOUFA!


TÚNEL DO TEMPO

Agora vamos se situar na coisa: há uns 3, 4 anos, eu gostava muito dessa pessoa. Muito mesmo, considerava ela uma amigona, engraçada e divertida. Até o dia que eu descobri que meu ex-namorado me traiu, todo mundo sabia e ela acobertava o falecido e a puta. Claro que, depois que eu acertei a cara dele, ela – como todo o resto – ficou com o c* na mão, com medo de que eu desfigurasse seus lindos rostinhos. Jura, né. Já basta ter sujado as minhas mãos com UM calhorda.

Então dá pra imaginar como eu me senti, tendo em vista que eu a considerava muito. Me senti traída, enganada, uma pateta. E essa pessoa foi uma das que fizeram muitas piadinhas e riram da minha cara depois do episódio.


VOLTANDO

Aí, depois de 3 anos morando longe, trabalhando numa empresa foda, vivendo decentemente – sem sugar das pessoas e depender de pai e mãe – ficando mais bonita, mais inteligente, mais tatuada, com cabelo cada vez mais curto e muito mais vivida...eis que essa pessoa tenta voltar a ser minha amiguinha num show de rock. Porque né, alguns amigos meus também são seus amigos. Além disso, eu sou muito mais interessante e chamo muito mais a atenção hoje em dia, do que qualquer amiguinha dela - e isso é muito importante pra uma provinciana de merda. Então pra não ficar aquele clima chato quando estivéssemos todos juntos festejando, a pessoa vem se chegar em mim. Pra voltar a falar comigo. Como se naaada tivesse acontecido, e o que aconteceu não tivesse importância, como se fosse de um passado muito distante, tipo um acontecimento do Cretáceo.


Pra resumir, vou deixar meu recadito:

Tu fizeste alguma coisa pra mim? Beleza. Eu posso até te desculpar - não por ser alguém altruísta, mas sim praquilo não ficar me corroendo. E não, eu não me esqueço das coisas que me fazem.

Outra coisa: eu não tou nem aí se vai ficar clima chato ou não. Claro que se eu não me sentir bem, vou evitar ao máximo (afinal, sou ruim, mas não sou idiota). Tenho uma tia que não falo com ela há uns 14 anos, e quando estou na minha avó e ela chega quem vai embora é ela.

Então se eu não falo contigo, eu VOU te ignorar, e bem feliz. Não vou me sentir mal com isso, e não vou sentir NENHUM remorso, nem se tu morrer. Não vai ser nada mais que a morte de um estranho.


Agora que já expliquei tudo, entenda de uma vez por todas: se fez alguma merda comigo, não vem querer ser amiguinha, não vem puxar papo, não vem me estressar. Porque não me custa nada te puxar pra um canto e ser estupidamente cruel. E se bem eu conheço essa mentalidade, vai achar que eu estou te ofendendo... Quando só estarei falando a verdade.

21 julho, 2010

english class

A professora colocou um vídeo de uns 10min pra gente, de uma mulher falando sobre o crescimento absurdo de produção no último século, enfim, "american at work".
Quando terminou, ela perguntou o que a gente achou, e os comentários começaram: "Ah, interessante porque blablabla..."

Prof.: Silvia?
Eu: Olha, eu acho que ela deveria fazer uma plástica. Vocês viram o papo e o pescoço dela?! Gente, não tem nada a ver com o rosto dela! Ia melhorar bastante...será que ela não percebe?

28 janeiro, 2010

cardio

- E você fuma?
- Hm...é, às vezes.
- Como, às vezes? Com que freqüência é às vezes?
- Ah, quando eu bebo, saio prum barzinho...aí dá vontade e eu fumo.
- E você bebe sempre?
- Ah sei lá, todo final de semana...ou menos ainda. Mas deixa assim, considere todo final de semana.
- Olha, você não veio aqui pra isso, mas é meu dever te aconselhar. Por que você não para de fumar? Eu sei que na maior parte das vezes as pessoas fazem certas coisas para serem aceitas num grupo, pra mostrar que tem atitude, mas quem tem atitude mesmo é a pessoa que se mantém firme e (a médica olha pra mim)...Ih, sou chata, né?


(decididamente, eu não sei disfarçar)

29 novembro, 2009

Cheshire Cat

Conversando com o tatuador, escolhi o desenho (na verdade, ele me convenceu de fazer aquele), o local, e marquei pra quinta-feira. O fatídico dia. O dia em que eu tatuei a minha panturrilha esquerda com o gato de Cheshire. E quase morri.

É , QUA-SE-MOR-RI, sim senhor. Foi praga dessa e dessa guria, só pode. Porque gente...alguém me disse que a panturrilha é um dos piores locais pra se tatuar – em termos de dor -, além da parte gelatinosa do braço, no famoso músculo do tchau, sabe? Pois é. Mas não é que dói...É que assim, DÓI PRA CARALHO! Vocês entendem a sutil diferença entre doer e DOER PRA CA-RA-LHO? Caralho falando assim, soletrando? Então. As minhas outras tattoos são pequenas e meigas, e eu lembro que doeu, mas não lembro de ter doído tanto...porque provavelmente não doeu tanto.

Passei 4h deitada lá, de bruços (ou de bunda pra cima) com 3 caras lá dentro. Por um breve momento, fiquei encabulada...mas logo tratei de pensar nas coisas piores (ou não) que eles vêem lá dentro. E tratei de me deitar logo. O pior foi que, no começo, enquanto ele contornava, eu não senti muita dor. Cheguei a sentir cosquinhas, e ria! Ria, alegre, e até puxava a perna de cosquinhas. Se ficasse nisso, tudo bem...mas como eu não me contenho e sou uma sem-noção, comecei a tirar sarro:

“Quem disse que na panturrilha doía? Dói nada, que gente fraca, e bibibi, lalala...”

Aí ele disse que na hora de pintar, é que eu ia sentir mais dor. Não acreditei, sabe, meio São Tomé...até que ele começou a pintar. E gente, eu paguei meus pecados. Minha alma foi chicoteada pela minha língua umas 765242 vezes. Eu dizia que nunca mais iria reclamar de depilação, nem de cólica, nem de unha encravada, nada. Porque agora eu sei que tem coisa pior. E deve ter dor pior que isso – tipo quebrar um braço. Eu me contorcia, quase caía da maca, agarrava a mesma, mordia a alça da minha bolsa pra não gritar, liguei meu MP4 pra ouvir death metal (qualquer coisa mais pesada que fosse mais alto que o barulhinho da máquina de tortura), deixei meu MP4 cair no chão porque me concentrei na dor ao invés da música...

Aí paramos pra fumar um cigarro – quer dizer, ele me deu um cigarro. Mesmo que eu não fumasse, acho que aceitaria só pra ter um alívio da sessão tortura. E quando fui pular da maca, ADIVINHA? Estava mancando! Como se não bastasse ser branca, ficar inchada, vermelha e roxa, eu tava manca. E ele disse que eu ia mancar um pouquinho no outro dia – que delícia (me lembrem de nunca mais querer tatuar a panturrilha)!
Bem, como alegria de pobre dura pouco, ela se foi junto com o cigarro. E lá vamos nós terminar o desenho...até que não demorou muito, nem doeu tanto. E depois de 4h de bruços, eis que a tattoo fica pronta. Tirou foto e tudo, o moço. Aí tinha a escadinha em espiral pra descer – e eu, meio manca. Cheguei em casa, e como eu não tinha o plástico de embalar comida pra fazer o curativo, tive que dormir numa posição que eu já conhecia bem: DE BRUÇOS, pra não encostar a tattoo em nada (minha lombar agradeceu horrores). Dormi umas 5h, porque cheguei depois de meia-noite em casa, e acordei meia-hora mais cedo que usual – preparada para mancar.

Só que eu acordei serelepe,e esqueci da tattoo. Quando fui sair da cama, apoiei com a perna esquerda e – OPA OPA, EQUILIBRA EQUILIIIIBRA (sim, quase tropecei parada e me quebro na hora de ir trabalhar). Fiquei uns 15 min puxando a minha perna, literalmente. Passei o dia trabalhando com a perna pra cima apoiada num banco, e em 2 reuniões tive de sair meia hora antes – e ainda cheguei atrasada em uma delas. Olha, acho que o moço falou que eu ia mancar pouco pra me acalmar. Porque se aquilo foi mancar pouco, nem quero imaginar o muito...

O bom disso tudo é que agora eu tenho um novo referencial. Antes eu usava a dor da depilação. Agora posso usar a dor de uma panturrilha tatuada.



mas valeu a pena, falaí!

17 novembro, 2009

colombo

Da primeira vez que fui . Foi em 2007, quando vim pela primeira vez ao Hell prestar o concurso. Fiz questão de conhecer a Colombo pela história, e porque é um lugar muito bonito (e porque sou viciada em café). Bem, lá fomos eu e Luis. Lembro como se fosse hoje, sentamos numa mesa para 2 pessoas, o garçom passou com o menu, eu embasbacada com cara de DÃ olhando pro vitral no teto e praquele monte de espelhos...e das opções, optei pelo que já conhecia (é, sou chata pra comidas que desconheço): mini-chessecake com calda de framboesa, e o Luis pediu um bule de chocolate.

E continuamos conversando, observando o ambiente (tinha até um pianista famosão lá, Luis que disse, nem conheço, fikdik), tudo muito bonito mesmo, sabe? Super-conservado. E quando eu vou em lugares assim, fico viajando, tipo “Nossa, Machado de Assis já esteve nesse mesmo lugar! Villa-Lobos já pisou aqui!”...e entre essas viagens históricas maravilhosas, nossos pedidos chegaram.

Gente, sério. Nunca fiquei tão decepcionada na minha vida com um pedido...o mini-cheesecake era mini MESMO, ele cabia na palma da minha mão (detalhe, isso pela bagatela de R$ 7!! SETE REAIS por um mini-bolinho tu engoles sem mastigar de uma vez!)

E o bule de chocolate quente, que pelo tamanho mais parecia um bule saído do joguinho de chá da Barbie? E foi um absurdo também, em termos de valor, só não lembro agora...porque o que me chocou foi a relação custo/ tamanho do mini-chessecake.


Sugestão: peçam uma bomba de chocolate, creme, uma fatia de torta, um salgado, que é mais barato e bem maior. Nada de pedir qualquer mini – quiche ou cheesecake - a não ser que tu estejas sem muita fome e disposto a desperdiçar dinheiro.

13 novembro, 2009

carolana

Você, coleguinha leitor, que mora aqui ou está turistando pelo centro do Rio, ali na altura da Rua Uruguaiana, próximo ao famoso Saara (digamos que é uma 25 de março carioca), morrendo de fome mas não tem dinheiro pra se deliciar numa Colombo da vida? Pasme, entre as lojas de eletrodomésticos, ruas de paralelepípedos encardidas e os famosos proibidões rolando solto no som das barracas da Uruguaiana, existe uma lanchonete muito boa, limpinha e gostosa! Sim, existe e eu não estou nas dorgas, mano!
Chama Carolana, fica na Rua Buenos Aires, 124. A confeitaria é super-charmosinha, e tem uns comes e bebes mara! E o melhor, com um preço bem mais adocicado que o da referida Confeitaria Colombo (que também me lembrou a primeira vez lá, assunto pra outro post).
Se tá ali pelo Centro e não quer perder tempo, mas gosta de coisas bem feitas...lá é o canal! :D



(dica do Dionísio, colega de trampo)

21 agosto, 2009

ma che!

e ontem, comendo pizza, eis que ouço a citação:
"Como diz meu amigo Beto: pizza é igual a sexo; até quando é ruim, é bom."

.euri

24 junho, 2009

sickness

Descobri porque estou tão sonolenta ultimamente, mais branca que o normal, sem ânimo p/ nada e sem apetite: anêmica - olha que legal.

Daí ontem comprei "pó de folha de mandioca", nessas lojas de produtos naturais. É alta fonte de ferro, coloca-se 1 colher/chá por dia, na comida. Não é pra ter gosto de nada; mas ontem eu misturei com leite, e ficou com gosto de mate. Como eu gosto de chimarrão, tomei tranquilo. Uma boa dica. Quando a gente mora sozinho, tem que se virar com um monte de coisas...mas o que eu queria mesmo, no momento, era ser mimada. prontofalei.

ai, que desânimo.
 

Made by Lena