Mostrando postagens com marcador desabafo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador desabafo. Mostrar todas as postagens

20 março, 2011

drogas

Tem gente que AINDA pensa que se você é tatuado, tem piercings, usa roupa preta e gosta de rock, é drogado (Woodstock já passou, OI?). Ou então, acha a coisa mais natural se você disser que curte.
Vou falar uma coisa que é bem verdade: Nunca tive a mínima vontade de experimentar cocaína. Nunca. Nem nada do tipo. Já fumei maconha umas 3 vezes quando era adolescente, mas não me fez efeito nenhum - acho que eu não sabia fumar. Tem gente que já experimentou beber e não gosta, tem gente que já experimentou um Marlboro e não fuma...eu já experimentei maconha e não achei nada demais.
Eu tenho um tio viciado em crack. E ele já fez TANTA, mas TANTA merda com a vida dele e com a vida dos que importam com ele...Que eu lembro, meu pai já perdeu moto e carro, já foram buscar ele em outra cidade porque ele estava jurado de morte (no dia seguinte, deram 5 tiros na entrada da casa dele), já foi internado em n lugares, saiu de todos dizendo que tava bem e não dava 1 mês, tinha recaída...Teve mais coisas, e como eu não falo com metade da minha família, não lembro.
Eu digo que ele ainda vai morrer disso, é só uma questão de tempo. E sinceramente, não tou nem aí. Só não quero que a minha vó fique pior do que já está. Da última vez que estive com ela, ela quase chorou, se perguntando no que ela tinha errado com o filho...E vou dizer, é horrível ver uma mãe assim.

Tenho muitos amigos e amigos de amigos que, no mínimo, já usaram. Nada contra quem usa, eu sei que nem todo mundo é igual ao meu tio...mas eu ainda acho uma coisa muito babaca. Desnecessária. Uma vez eu tinha meio que vergonha de dizer que não curtia, ou que nunca experimentei. Aí eu vi que é besteira, e não tenho que ter vergonha por isso. Pelo contrário: prefiro ser chamada de careta, do que me drogar pra ter alguns momentos de felicidade - que uma hora acaba, de qualquer maneira. Com ou sem drogas.

15 março, 2011

das fases da vida

Fiquei de saco cheio e mudei o blog. Cansei de falar mal do RJ, porque chega uma hora que enche o saco falar mal o tempo todo. É melhor só detestar e pronto. E eu até mudei de idéia, o Rio não é um lugar ruim de morar...desde que se tenha dinheiro. Muito, de preferência.

Eu ando de saco cheio de muitas coisas na minha vida, e uma delas são as pessoas. Não gosto de ficar assim, de me decepcionar com gente que eu botava fé. Mas gosto menos ainda de me sentir "enganada". Tipo, quando alguém finge ser algo muito legal pra se aproximar, e ela nem é tudo isso. E eu acho que seria bem mais legal se ela simplesmente se aceitasse, do que fingir e forçar uma coisa que não é. Às vezes nem é intenção da pessoa, mas eu fico observando...E quanto mais observo, mais vou achando patético o comportamento. É aquela coisa que tu olha e diz: "mas não precisava disso!"

Enfim, passo longe de ser um exemplo. Mas apesar de não ter o direito de julgar ninguém, também não vou ficar quieta e dizer o que eu realmente penso das coisas. Porque eu também cansei de ficar quieta.

05 janeiro, 2011

.

Eu estou cansada.
Cansada de brigar, de sofrer, de chorar, de me irritar e me estressar por coisas imbecis.
Cansada de provar que estou sempre certa, e cansada de fazer questão de demonstrar isso. Exijo explicações, e não sei me explicar.
Eu erro, faço coisas que jamais admitiria que fizessem comigo. Faço coisas que jurei nunca mais fazer por ninguém. Quebro juramentos, faço promessas.

E olha pros meus nervos de aço: eles também sangram.

Sou hipócrita. Sou nojenta. Sou humana.

15 dezembro, 2010

polaca

Aí eu comprei o livro “A Banda Polaca”, do Dante Mendonça, que fala sobre os polacos do Brasil Meridional.

E no livro tem uma coisa que eu concordo pra cacete: que ser chamado de polaco não tem nada demais.

Eu sou descendente de poloneses. E bah, olha, eu acho uma palhaçada, uma babaquice do caralho, gente que só quer ser chamado de polonês, e acha que “polaco” é a pior ofensa do mundo. Ora, eu sei das prostitutas européias que eram chamadas de polacas, que vieram pra cá no começo do século pra “esbranquiçar” a população. Mas nem por isso eu me sinto uma puta quando alguém me chama de polaca. E se olhar a origem etimológica da palavra, polaco é a tradução direta para “polak” na língua polonesa. DUH!


Acho essa coisa de nomenclatura uma babaquice. Assim como eu não me sentiria nem um pouco ofendida se eu fosse negra e me chamassem de negra. Ah é, agora é afrodescendente...

06 novembro, 2010

fico Barbie na caixa

Tou de cara com certas pessoas que conheço/ conheci em Criciúma.
Gente que primeiro fala que não vai com a cara, ou não suporta o outro, pra daqui a 1 ano ser “melhores amigos”. Ou gente que vive grudado e do nada briga, pra se odiarem e daqui a pouco voltam a se falar.

Cara, não sei. Não sei se é o tempo que passa pras pessoas se conhecerem e eu não acompanho isso por estar fora; não sei se é a falta de opção de amizade, que te “obriga”, invariavelmente, a conversar com alguém que tu não gosta...

Talvez eu seja intransigente. Talvez eu seja desconfiada. Talvez seja porque eu não esqueço tão facilmente das coisas... mas pra mim isso não tem outra definição a não ser hipocrisia e falsidade. Ou talvez, falta de personalidade.

16 outubro, 2010

arrastão


depois que instalaram as UPPs nas favelas(Unidades de Polícia Pacificadora - é, pode rir) , agora voltou a moda do arrastão: os bandidos estão com tudo, teve vezes de 9, 12 arrastões no mesmo dia (pra quem não sabe, arrastão é quando os carros estão num engarrafamento, os bandidos chegam armados e começam a assaltar todo mundo)!

Ô cidadezinha...ngm merece, viu.

10 outubro, 2010

direcionado a todo mundo

Num momento filosófico (limpando a casa), me toquei que aprendi uma coisa, nessa longa estrada da vida (24 anos), entre botecos, terapia, conversas no MSN, desabafos com a mãe, discussões no trabalho, revelações com pessoas (nem sempre tão boas), nas reclamações em voltar, e na dúvida cruel entre continuar:

Aprendi que não interessa o lugar onde tu estás: a grandiosidade ou pequenez está dentro da gente. A culpa não é do lugar que é muito grande ou muito provinciano: a culpada é a forma como nos comportamos. Sempre vai ter alguém provinciano demais pra uma metrópole, e sempre vai ter alguém grande demais pra uma cidade pequena.
E normalmente, os que se julgam mais grandiosos são os mais arraigados pelos costumes que tanto desprezam. Pode notar.

21 julho, 2010

english class

A professora colocou um vídeo de uns 10min pra gente, de uma mulher falando sobre o crescimento absurdo de produção no último século, enfim, "american at work".
Quando terminou, ela perguntou o que a gente achou, e os comentários começaram: "Ah, interessante porque blablabla..."

Prof.: Silvia?
Eu: Olha, eu acho que ela deveria fazer uma plástica. Vocês viram o papo e o pescoço dela?! Gente, não tem nada a ver com o rosto dela! Ia melhorar bastante...será que ela não percebe?

30 maio, 2010

Elvis e eu - A Sintonia

Vou contar uma coisa que aconteceu há pouco conosco.

Adotei um gatinho, o Elvis. Peguei ele com uns 15 dias, mas agora deve estar com 1 mês e meio, mais ou menos. Ele é uma coisa FOFA, e um PENTELHO MASTER, corre pra lá, pra cá, agora aprendeu a pular e já nem corre - pulula.

Eu ando triste há alguns dias. Bem triste.
Mas hoje a tristeza me fez chegar ao ponto de compreender as pessoas que cometem suicídio. A idéia de se matar não remete à covardia, mas sim à uma liberdade, uma sensação de alívio, de paz, que é assustadoramente atraente.
Eu estava pensando nisso (com carinho, confesso), já no meu segundo cigarro...Até que eu senti um ronronar e vi o Elvis deitado embaixo da minha perna.
Elvis, que estava agitadíssimo brincando com sacolas de plástico e um par de meias, pulou na cama e ficou me olhando com uma carinha de "Para com isso".
Então, do nada eu lembrei de alguém falando que os gatos sentem quando os donos estão mal, e vão ficar com eles pra protegê-los.

E aí eu chorei.

30 novembro, 2009

exhibitionist way

Sabe, eu não gosto de gente exibida. Eu até tento ser assim às vezes...mas fica forçado. Porque não é de mim, não faz parte da minha essência. E é realmente chato conversar com uma pessoa que faz questão de mostrar tudo o que tem, o que fez, o que é. A pessoa às vezes nem é chata, mas torna-se um porre com essa atitude.
Às vezes eu tenho que me cuidar, porque começo a falar de uma coisa que me agrada, me empolgo e não paro. Mas eu tenho limites, eu tenho noção, eu consigo perceber quando é hora de parar. E peço desculpas. Diferente de pessoas que vivem fazendo aquele comentário desnecessário, sabe? Pois é.

Dá vontade de virar e dizer: "oi, ninguém é tão interessante assim!"

18 novembro, 2009

eu mereço?

Não sei o que é mais triste: ir pra lavanderia num calor de 40ºC (sendo que lá dentro não tem ventilador – DELIPHA), ser obrigada a assistir - durante quase 2h - o programa do Netinho (aquele ex-vocalista do Negritude Jr), que a mocinha do estabelecimento colocou no ar...ou é o quadro do programa, onde o Netinho incentiva novos grupos de pagode a se estabelecerem no ramo musical (é, musical, é o que dizem...).

08 outubro, 2009

cansei

tem horas que me sufoca (e não é o cheiro da bergamota que acabei de comer).
não me sinto desse lugar, não gosto, não quero mais.
As pessoas parecem falsas, é tudo tão superficial, as relações. Parece que estou flutuando, sem raízes.
Quero gente parecida comigo, quero gente que gosta de mim, quero gostar das pessoas, quero sentir a verdade, de verdade...
Se eu pudesse, juro que voltava; voltava pra mais perto. Só que eu sinto, percebo, que não dá. Não tem como; feito 2 imãs, que se repelem, por conta do campo magnético. São parecidos, iguais, do mesmo material, mas se repelem.

é estranho, eu gosto e não gosto, eu quero e não quero. Mas às vezes tenho a impressão de que eu penso querer pra me consolar.
 

Made by Lena