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08 outubro, 2011

meu sábado

trabalhando, estudando Introdução à Ciência da Informação, com uma garrafa de café que trouxe de casa - já que o café da máquina é UÓ - e copinhos e mais copinhos de água, paro pra cantar The Carpenters na voz linda da Imelda May (como assim, tu ainda não sabes que sou apaixonada por ela?), choro lendo um post sobre uma cadela que morreu com 17 anos, comento nos blogs, aí eu volto pra ouvir mais música, resolvo tirar um cochilo, tomo mais café pra acordar e volto a estudar, ainda vejo que falta metade da apostila pra ler, lembro que tou com uma amiga de Natal pra sair hoje, mando a lista amiga pro Rio Rock and Blues (Tributo ao Eric Clapton, jent!), aí eu volto a estudar e me empolgo quando vejo NOSSA SÃO 17H10 e o dia passou rápido. Ah, ainda tenho que fazer um exercício e entregar junto com a prova.

Sabe, eu acho Otlet um fofo. Ele queria juntar todo o conhecimento do mundo pra proteger e ter tudo guardadinho. Fofo, mas meio maluco...anyway, preciso estudar mais. A prof não vai aceitar essa resposta, certo.

09 agosto, 2010

segunda impressão

daí que hoje estava na fila do supermercado, com uma colega do curso, comprando umas coisas pra deixar no hotel. E pegamos uma fila razoável, e ficamos esperando um tempo razoável (pq sempre tem um cliente que não tem dinheiro, não tem crédito no cartão e vai assim mesmo fazer compras, atrasando todo mundo).
Só que tinha uma mulher atrás da gente, que começou a reclamar. E a reclamar ALTO, do supermercado, da fila, da caixa, que ela não tinha tempo, que isso era um desrespeito (mas assim, era ALTO, e bem no nosso ouvido).
Aí ela começou a berrar pelo "gérente, cadê o gérente", e o gérente apareceu; não contente, virou a falar que brasileiro e baiano é um povo burro, preguiçoso, que fica quieto, que não reclama (detalhe: com sotaque master-carregado baianês), aí ela meteu o Ministério Público na história, e ainda mandou todo mundo do supermercado tomar no cu. Assim mesmo, sem ninguém nem dar bola pra ela.
Sei lá se ela era louca, ou se o marido não comeu...enfim.

E pensar que é só meu segundo dia aqui...

08 agosto, 2010

primeira impressão

Oka, cheguei em Salvador, encontrei com meu colega de lab e fomos pegar o ônibus executivo pra descer perto do hotel.
Depois de esperar uns 40min, o ônibus aparece. Aí eu entro e pergunto pro motorista:

- Moço, esse ônibus passa na Pituba né?
- (pausa)...Passa sim...
- Então tá, tu podes me avisar quando chegar lá?
- (pausa)...Olhe, aqui eu não aviso nada não, visse...
- Como assim? Mas tu não podes me avisar?
- (pausa)...É, posso não...(pausa)...tenho o costume de avisar nada não...(pausa) Mas a sra faz assim, daqui a uns 20min a sra fala comigo, porque eu não vou me lembrar não....(pausa)

Gente, tô chocada até agora!

05 agosto, 2010

Salvadô

Vou lá pra molhar o pé na água quentinha, andar no Pelourinho, comer acarajé e vatapá até passar mal, e claro, ir numa sessão de descarrego. Aquela coisa toda do candomblé, exótica, gente pulando e comendo pipoca, e tem aquele moço que é o Primo It de palha, sabe? Não sei o nome daquilo.
Sem falar nas lembrancinhas, como trazer litruz de fitinhas do Bonfim e CLARO, um berimbau.

Tá, mentira (apesar de achar legal a idéia do descarrego). Tô indo pra capital baiana, fazer um curso.
E dizem que lá consegue ser pior que o Rio.

Desejem-me sorte. Principalmente pra achar lugar pra comer e um bar que pelo menos, toque jazz.

17 julho, 2010

Biblioteconomia

Pois é, passei pra esse curso de acordo com a minha nota do ENEM. Vou estudar na Unirio, que tem o campus mais lindo do que todos os outros (fica na Urca, de frente pro Pão de Açúcar). Rá!
Me perguntem porque, e eu digo que foi a classificação que consegui com a nota.
Não, não tem nada a ver com o meu trabalho.
Mas e daí? É pública mesmo, noturna, não vai atrapalhar meu trabalho e ainda é relativamente perto de casa.
Eu não sei direito o que espero desse curso, e foi igual com Mineração: não almejava nada de especial. Talvez eu desista e mude o curso, ou então eu goste e continue, e resolva ser a moça que organiza informações e dados. É bem capaz, porque recuperando amostras de rocha que estavam acondicionadas incorretamente, eu percebi que eu realmente gosto dessa coisa de organização, sabe? De arrumar e saber que no futuro, daqui a uns 20 anos, alguém vai querer coletar essas amostras para fazer uma análise – que pode ser uma análise crucial de um projeto. E gosto de saber que eu fiz algo útil, eu deixei tudo organizado e facilitado para a pessoa usar e aproveitar da melhor forma, e mais rápida possível.

Eu acho que tenho espírito pra coisa...mas pra saber se vou ter saco, só fazendo, né?

20 abril, 2010

tal pai, tal filha (?)

Semana passada um cara chegou no laboratório e me entregou a nota de algum serviço, dizendo:

- Entrega aí pro teu pai.
- Quem?!
- Essa nota, entrega pro teu pai, faz favor.
- Como é, meu pai? Vem cá, quem te mandou me sacanear, hein?
- Não tô de sacanagem, não! Ele não é teu pai?!
- LÓGICO que não!
- Puxa, eu via vocês indo almoçar, sempre pensei que fosse pai e filha...

Só que eu vivo dizendo que meu colega de laboratório é a cara do tio Fester, da Família Adams. Eu e minha língua grande...

30 outubro, 2009

pearls

Chegando em Ouro Preto, verdes de fome (8h balançando de van naquelas curvas – ainda bem que, pra distrair, ficamos maravilhados com os exemplos geológicos do caminho), segue o diálogo entre um colega e eu:

- NOSSA, mas sente esse cheirinho! Hmmm...
– Cheiro? Péra aí...
- To sentindo que isso é uma picanha mal-passada, suculenta, temperada com alho, sal e...
- Não Eugênio; isso é só cheiro de leite derramado.

~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.

(Eugênio enrolado com um mapa e falando com o motorista – que também era marinheiro de 1ª viagem -, tentando encontrar o caminho pra pousada):
- Calma lá...a gente tá aqui...essa é a Praça...então entra aqui, porque se o hotel é lá...
- Dá aqui, deixa eu dar uma olhada.

Após 10s analisando o mapa...

- Faz assim: volta o caminho até o Palácio Tiradentes, então entra aqui à direita, sobe essa ladeira à esquerda e chegamos na Praça. Daí é só descer essa rua, e aqui na metade fica o hotel.
- Nossa Silvia, que legal! Não sabia que tu conhecias Ouro Preto...
- E não conheço, só sei ler mapas.


Essa é a pousada...

01 setembro, 2009

q/

Isso me fez lembrar que, quando eu era pequena, além de querer ser meteorologista quando crescesse, já quis ser arqueóloga, pra trabalhar no Egito e descobrir os tesouros escondidos lá, e óbvio, fugir pra algum lugar, derreter o dinheiro e ficar podre de rica HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
Crianças...


WTF is this? – foi o que eu pensei quando li esse arquivo em Word, salvo na minha pasta “Blog”. Agora não tenho certeza se eu que escrevi isso como um comentário pra outra pessoa, se era o começo de um novo post (porque eu realmente já quis ser meteorologista, mas arqueóloga eu não lembro... Se eu comentei mesmo, acho que eu menti), ou se foi o comentário de outra pessoa pra mim.
Isso prova como o stress afeta nossa vida! Hoje eu não lembrava qual a roupa que usei sexta-feira (e olha que era uma blusa amarelo-ovo. Amarelo-O-V-O gente, não se esquece uma cor dessas tão fácil...).

25 agosto, 2009

experiências

Acho que todo mundo deveria trabalhar e logo que pudesse, ir morar sozinho. Se a experiência não der certo e tiver que voltar pra casa, tudo bem; mas ainda assim é válido como aprendizado.
Vejo muitos (mas muitos mesmo) amigos meus, que fazem faculdade e não trabalham, ou é por preguiça, por achar que merecem coisa melhor, ou pensam que alguns trabalhos são “vergonhosos”... Ou dizem que não querem trabalhar em algo no qual não estudaram. Aí eu me pergunto: esse povo não pensa que, se os pais morrerem, do que elas vão viver? Elas nunca cogitaram essa possibilidade e realmente pensam que os pais são eternos?
Muitos desses meus amigos já querem começar “por cima”, e criticam outras pessoas que (minha opinião) são realistas e procuram um estágio, ganhando miséria. Porque é assim que se começa mesmo, quebrando a cara, sem ninguém pra te proteger, e sempre seguindo em frente.
Aprendi que uma coisa é sonhar alto e ter ambição; outra coisa é deixar se iludir com seus sonhos. A ambição contribui pra isso, mas principalmente a desnecessidade de trabalhar pra pagar suas contas e se manter. Porque a realidade é nua, crua e nada romântica, meus caros. Morar sozinho e cuidar da sua própria vida é muito bom; mas o preço também é muito alto. É receber o salário já pensando nas contas do final do mês; é se privar de sair num final-de-semana porque precisa estudar, limpar a casa e lavar roupa; é programar sua próxima aquisição com um 6 meses de antecedência; é ter de arrumar um bombeiro hidráulico quando a privada resolve travar em plena domingueira de manhã...Quem passa por isso sabe valorizar tudo o que tem.

Eu penso que todo trabalho, não interessa qual, é útil, porque te faz amadurecer, criar responsabilidade, se sociabilizar com outras pessoas diferentes, aprender a se controlar.
Aliás, pra tudo na vida a gente tem que pensar assim: “alguma coisa eu tiro daqui, alguma coisa eu aprendo”. Não importa se é um trabalho totalmente fora da casinha. Pra mim, o feio mesmo é não trabalhar, não se esforçar, não se dedicar, e ainda por cima atribuir a culpa da sua infelicidade nos outros, como se o mundo fosse responsável pela sua falta de vontade e tivesse a obrigação de lhe dar as coisas de mão beijada.

Vitimização? Ah, me dá um tempo.

14 agosto, 2009

workin'

Descobri que meu colega de laboratório é mais velho que meus pais, e eu sou mais nova que a filha mais nova dele.

Fico pensando que deve ser cansativo trabalhar todos os dias com uma pirralha como colega de trabalho...

06 maio, 2009

a arte da politicagem


Algumas coisas, truquezinhos, segredinhos, que a gente aprende nesse mundão corporativo:

- Quando for justificar algo, comece a sua frase sempre com “Por questões de gestão” ou “Por questões de logística” (ninguém nunca te questiona acerca dessas questões);

- No meio da frase, emende um
“...e para me alinhar de acordo com as estratégias e diretrizes da empresa”


E coloque a culpa de tudo sempre no “novo desafio que está por vir”: como ninguém sabe direito o que é esse desafio, não vão abrir a boca pra te falar nada, já que não terão argumento.

Afinal, esse povo não quer saber se tu és direto, quer chegar logo ao ponto ou resolver a questão de uma maneira rápida, prática e simples; eles gostam mesmo é de uma conversa absurdamente florida e colorida, mesmo que não esteja dizendo porra nenhuma.
 

Made by Lena