Com tantos blogs de Criciúma como coleguinhas, vamos ver se alguém concorda comigo... E por favor, leiam isso com humor, hein. Não vão se ofender por miséria, como o nosso coleguinha deste meu outro post (vide comentários).
Sempre que eu vou visitar a terrinha, não consigo ficar mais do que 3 dias sem começar a me encher...é incrível, passo 6 meses doida de saudades e quando eu finalmente consigo, em 1 semana estou arrancando os cabelos de desespero. Vejamos algumas coisas que contribuem para que eu me sinta sufocada na Terra do Carvão:
- Megalomania
Sim, pessoas. Eu, tu, e todo o povaredo criciumense sabemos muito bem o que é isso... Fato é que não dá pra agüentar a mentalidade do povo (falando de um modo beeem geral mesmo). A culpa não é nem das pessoas...é uma coisa cultural, essa mania de achar que Criciúma é metrópole. Num é, é roça, é interior, e não sei porque as pessoas tem vergonha de admitir isso. Aliás, tem gente que fica com raiva de mim quando eu falo isso...(mas eu to mentindo?) Claro que não é interior assim, tipo Sanga da Toca (?), nem nada de ver tratores andando pela Av. Centenário...mas não me venha dizer que é cidade grande, que não é!
- Ônibus
Caso sério isso. Os horários são limitados, marcados, e se a gente perde um, leva meia hora pra passar outro (no meu caso, que moro na região limítrofe da cidade – que chique, sempre quis falar isso). Pra quem não tem carro (like me), é um tormento. Quer ver pra sair à noite, é quase uma novela merricana: se preparar com umas 2h de antecedência, quase quebrar o salto andando até o ponto de ônibus, tentar se equilibrar no mesmo, depois gastar mais um pouquinho do salto andando até o local pré-determinado...Sem contar que alguns (normalmente com a mentalidade do item 1) ficam te olhando com cara de “Geeente, que pobre!”...dá vontade de mandar à merda.
- Lazer
Mamis já dizia: ô cidadezinha pra falir boates, bares e afins...nunca vi (vide McDonald’s, BIG...). Hoje em dia não sei direito quantos lugares decentes tem na cidade (afinal, sou da época que a Casa do Rock era boa - aliás, frequentável). Mas é assim, de contar nos dedos. Peça de teatro volta e meia aparece. Cursos interessantes? Quase nenhum, ou no mínimo, é muito difícil encontrar, ou pouco divulgado.
- Marias- Gasolina
E o que dizer das pessoas (que não são só gurias, colega! Alo vose maxista embesil1) que fazem a fabulosa ligação: se fulano tem um carro, é bem-sucedido? Olha, acho muito válido ter um carro sim, e até compreendo esse pensamento (de acordo com o item 2), mas daí a fazer disso seu propósito de vida é sacanagem, né!
- Certas vendedoras
Que te olham da cabeça aos pés quando tu entras pra perguntar sobre algum produto (principalmente as de boutiques). E tem aquelas que ficam com uma cara de bunda, só porque tu não estás com aquela bolsinha Victor Hugo comprada na 25 de Março (pra não dizer Galeria Lúcio Cavaler), mas que, pra todos os efeitos foi adquirida na Oscar Freire. E ó, vou falar porque falo merrrmo: pra quem já entrou na Calvin Klein e Armani no Shopping Leblon, de havaianas e toda suja de areia, cabelo cheio de sal, vindo direto da praia, vai ter paciência com um tipinho desses? Só não falo isso pra elas porque não quero ser indelicada (mentira, é porque nunca me pegaram na TPM).
- Mulheres Bonitas
Ah, é sacanagem. MUITA sacanagem que rola em Criciúma...a concorrência é des-le-al, gente! Vai sair à noite pra ver só: a quantidade de mulher bonita/ m³ é absurda! Eu fico indignada, pra cada canto que a gente olha tem uma beldade no melhor estilo Bündchen, mega-fucker produzidérrimas, desbancam qualquer atriz hollywoodiana (ou Bollywoodiana, com toda essa onda hindu). E a gente se arruma, perde horas escolhendo roupa...chega lá e se sente um patinho feio. Sem contar que é totalmente desproporcional a relação Mulheres Bonitas x Homens Feios (como podem ler no item seguinte). Ai, muito triste isso.
- Homens Feios
COMO SE NÃO BASTASSE o item 7, ainda temos que lidar com isso...Sério, se tiver um homem em 1m³ que chegue à altura de alguma destas moças, é gay ou é casado. Só pode. Da última vez que estive lá, minha amiga me levou na Dioxxi (não lembro agora se tem acento). Adoreeei, lugar lindão, a gente usa uma pulseirinha super in pra comprar bebida, com aqueles leitores de caixa de supermercado, a banda de Fpolis de rockzinho tava ótima (pq a banda de Criciúma era daquele sertanojo universitário – e olha a minha cara de sair de casa num frio da porra pra ouvir música de corno! RÁ!)...eis que me chega um italianinho gordinho, baixinho, vermelhinho, me cantando. Péra aí: passei 2h me arrumando (não, não subi aquela morreba a pé tá?), escovando cabelo, maquiando, coloquei aquela blusinha comprada no Rio, super “eu-tenho-e-ninguém-tem-igual” prum tipo ASSIM perceber que eu ec-xisto? Ah, me revolto. E acho digno.
- Par de Vasos
O que os criciumenses tem contra as coisas diferentes, até hoje não descobri. O que eu sei é que eles olham com cara de assombro, revolta ou desprezo pra tudo o que não é in na cidade (com uma pitada de sarcasmo colonial, eu diria – por achar que Criciúma é referência pra qualquer coisa). Vou dar um exemplo bem mulherzinha (como boa mulherzinha que sou): nas férias, estava num show com um vestido de cerejas. Pois me chega UM CARA (um cara, nem era outra guria) e diz que não gosta dessas “roupas que ficam parecendo capa de botijão de gás”. Só pude responder: “Ainda bem que não nasci pra agradar.” Fazer o quê, né.
P.S.1: Logo logo faço um post sobre as coisas que eu adoro no Rio e Crici...mas já aviso que provavelmente terão menos itens (yep, sou exigente e cricri)
P.S.2: Meninos, não fiquem chateados; falo com propriedade de quem já namorou um criciumense (td bem que foi só um) mais ou menos com esses requisitos, ok? ;)
P.S.3: Será que o cara do Item 8 falou isso só porque ele ouviu todas as minhas opiniões - nem tão pacíficas - sobre pagode (bêbada), e só depois de despejar tudo eu descobri que ele toca numa das bandas mais descoladas da cidade, no gênero?