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27 outubro, 2011

mário de andrade


Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver
daqui para frente, do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado que futuro.
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Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
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Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
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Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica são imaturos.
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Detesto fazer acariação de desafetos que brigaram
pelo majestoso cargo de secretário-geral do coral. As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.
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Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...

23 maio, 2011

Paul McCartney

*show do Paul da visão de uma não tão fã assim*

Não, eu não sou louca pelos Beatles, e não, também não conheço todas as músicas. E qualquer um que me conhece um pouco sabe que sou tarada pelo Roxette, por exemplo...mas esse show do Paul me tocou de um jeito único.
Na fila, uma moça (acho que do fã-clube) tava distribuindo balões (40 mil), pra fazer uma surpresa pro Paul: quando ele tocasse "Hey Jude", no refrão, nós encheríamos os balões e jogaríamos pra cima. E várias pessoas também fizeram cartazes escrito "NA", pra mostrar pro Paul, na partezinha do "nananana, hey Jude".
Achei super-legal a idéia, mas não imaginei que fosse ter a sensação que eu tive. Sei lá, tomar LSD deve ser algo parecido com o que senti: os balões flutuando, todo mundo jogando os balões e cantando "nananana hey Jude", naquela vibe boa sabe? Parecia que o mundo tinha parado ali; sei lá se tive um déjà vu, mas pareceu que até o ceu ficou claro, como se fosse de dia. Parecia que tínhamos voltado no tempo, aos 60'...tanto é que uns 10s depois que eu acordei do "transe".

Foi algo de felicidade, paz de espírito e muito amor naquela hora, tudo junto. Tipo, todo mundo estava unido pelo mesmo motivo, pra ser feliz, pra ter paz, pra cantar sem medo.

Não sei. Só sei que foi lindo. Foi mágico, e me tocou.


19 maio, 2011

Restaurante do Marcô

Olá Silvia, tudo bem?
Estou escrevendo em nome do Restaurante do Marcô em Santa Teresa no Rio de Janeiro. Achamos uma pasta com vários documentos (diploma, carteira de trabalho.. etc) e acho que são seus. Silvia Chaucoski de Oliveira, correto?!
Se os documentos forem seus mesmo mande um e-mail para cristinagilson@gmail.com ou telefone para (21)87533612.
Aguardamos seu contato e será sempre bem vinda em nosso restaurante!
Restaurante do Marcô

Ainda existe gente boa e honesta nesse mundo! Eu já gostava do restaurante pela feijoada que é SENSACIONAL e da banda de jazz que toca toda sexta das 15h às 19h...agora, então, é recomendadíssimo!
:)

02 maio, 2011

balads [2]

Sexta-feira fui pra balada guei, com a garganta fechada e tudo.
Fiquei loca, tirei sapato, rasguei a meia-calça dançando, tirei foto com as trava, as guei me seguraram no colo e colocaram no queijinho.
É, dancei no queijo. 2 vezes.

Acho digno.

08 abril, 2011

#Southernfeelings

Agora tá fazendo 15º no laboratório, e sou a única pessoa feliz com isso, que não quer reclamar com o setor de manutenção.
Tou me sentindo no Sul...que sensação boa, se desse pra almoçar e fazer academia aqui dentro, nem me importaria!

21 março, 2011

primeira vez

Um dia de chuva. Saindo da primeira aula da facul, eu e uma colega de curso estávamos no ponto esperando nosso ônibus. Aí eu ouço um barulho esganiçado, uma moça tentando acariciar algo, e não deu outra: era um gatinho lindo, todo cinza com o peito e as patinhas brancas, tipo luvinhas.
Gente, sério: ele miava de um modo tão desesperado, que me deu uma coisa. Porque assim como as palavras e frases que a gente emite com ironia, amor, sarcasmo, etc...existem diferentes maneiras de um animal se comunicar. E sobre gatos, existem miados E miados. E aquele ERA um miado de desespero. Na minha cabeça, eu só conseguia ouvir "Socorro socorro socorro cadê a minha mãe onde eu estou?" (pela forma que ele estava miando, creio que ele tinham acabado de abandoná-lo ali).
E aí eu comecei a pensar que, se eu não ajudasse naquele momento, ele morreria atropelado. É um ponto MUITO movimentado de Botafogo, e certo que se ele caísse na calçada, acabaria sendo atropelado. E certamente, eu não ia conseguir dormir com aquilo na cabeça. Tipo, de poder ter feito algo, e só fiquei olhando.
Fui até ele, na cerca, e comecei a chamá-lo. Ele estava muito desconfiado, e miando muito desesperado...até que foi chegando perto da minha mão, e consegui acariciá-lo. Quando ele ficou mais confiante e chegou mais perto, consegui pegá-lo no colo. Ele tremia de medo, queria descer, estava apavorado. Mas aos poucos ele foi ficando mais calmo.
Então chegou um moço, que foi pedir ao segurança do local para colocá-lo mais para dentro do terreno, pois ali era muito perigoso (e o segurança disse que tinha coisa mais importante pra fazer. Me indigno com gente babaca assim). Esse mesmo rapaz foi até a secretaria da universidade dele e trouxe uma sacola. Enrolamos o gatinho, colocamos ele na bolsa da minha amiga e embarcamos no ônibus. Até o motorista foi legal e esperou até que achássemos um lugar.
Voltei o caminho todo chorando. Fiquei olhando ele bem quietinho na bolsa da minha amiga, recebendo nosso carinho, e imaginando se ele tivesse ficado lá, desesperado, tivesse ido pra calçada...certamente aconteceria algo. Não sei, essas coisas mexem comigo. Eu não entendo como uma pessoa pode fazer isso, abandonar um animal desse jeito. Se não tiver mais nenhuma opção, que pelo menos abandone num lugar mais calmo.

Bom, chegamos em casa, o Elvis (meu gato) ÓBVIO que ficou fazendo FUUU o tempo inteiro pro gatinho...dei comida e água, e a minha colega decidiu ficar com ele, ao menos até ele encontrar um lar. No outro dia ela me ligou, dizendo que a mãe havia concordado e ele ficaria na casa dela. Agora o nome dele é Thomas, e tem um lar, com pessoas que vão amá-lo muito - e aí eu chorei de novo, claro. Queria muito que todos os bichinhos abandonados tivessem a mesma sorte que ele.

14 outubro, 2010

Sobre o resgate dos chilenos



(da visão de uma Técnica em Mineração)

Falo com conhecimento de causa, porque já estagiei numa mina subterrânea, e não-é-fácil. Quem tem claustrofobia, forget it: já pensou, que delícia constatar que existe 150m de siltito em cima da tua cabeça? Sustentada apenas por uns cabos de aço, que são perfurados no teto? Ficar 30min lá embaixo já é uma tortura – e não só por isso, também tem as goteiras (já que acima podem existir lençóis fluviais), e a gente ainda tem de usar os EPIs (equipamento de proteção individual), que são o capacete, as botas e a porcaria da máscara. Sério, aquilo é MUITO RUIM, porque assim, lá embaixo da terra já é quente pra dedéu, e a máscara te dá mais calor ainda (experimenta ficar 20min com uma máscara na frente do pc mesmo. Tu vais tirar a máscara toda suada. Eu trabalho em laboratório e eventualmente
preciso usar, é uma droga. Necessária, mas não deixa de ser uma droga). Assim como trabalhar em plataforma, as condições são muito adversas.

Pois é, mas todas essas coisas ruins que eu disse, acontecem em um turno de 6h. Imagina ficar 70 DIAS lá embaixo. Com a sensação de morte iminente...imagina o teu psicológico, como fica


Eu fiz um curso de salvatagem há uns 2 meses, que é necessário pra quem quer embarcar em plataforma de petróleo. E tem a parte prática, que é saltar de 4m de altura (até 6m, dependendo) numa piscina (ou mar. Eu fiz na piscina), praticar nado com o colete salva-vidas, formação de agrupamento na água, todo mundo abraçado de tal forma que ninguém morra de hipotermia, como se comportar caso tenha que ficar numa balsa inflável, ou numa baleeira (que é HORRÍVEL); como racionar a comida, a água, e detalhe: em momentos como esse, se esquece o sexo. Não importa se é homem ou mulher: condições iguais. Se tiver de tirar a roupa, fazer necessidades fisiológicas, é na frente do outro mesmo. Como desvirar a balsa, caso ela arme de cabeça para baixo (a gente tem que subir nela e se jogar pra trás, e sair nadando por BAIXO dela). É uma situação MUITO tensa.

Essa é a baleeira, e todos ficamos apertadinhos aí dentro...e ela é lançada de cima mesmo.

Tou falando isso porque as pessoas não tem noção de como esse trabalho de segurança é importante, e podem achar chato a quantidade de vezes que esse lance dos mineiros chilenos está aparecendo na imprensa. Mas eu só fico imaginando o trabalho da equipe de resgate, todo o preparo físico, de material, e principalmente psicológico, pra atuar junto com os mineiros. Sem contar a atitude destes, que foi exemplar! O senso de equipe e a liderança nessas horas são fundamentais mesmo, porque a gente esquece até do básico, do essencial.


Realmente, foi algo impressionante, lindo e que me emocionou. Pelo comportamento dos mineiros e da equipe de resgate...foi simplesmente perfeito e exemplar. Nessas horas a gente vê, que tudo o que aprendemos sobre segurança nesses cursos, realmente vale a pena e faz todo sentido do mundo. Nessas horas a gente vê como foi importante ter aprendido.

13 outubro, 2010

cranberries

eu fui! gritei "linda", pulei, cantei, dancei até me acabar e chorei em "I miss you when you're gone"
E perdi o trauma de cantar "Zombie" a plenos pulmões :p

:)
 

Made by Lena