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16 outubro, 2010

arrastão


depois que instalaram as UPPs nas favelas(Unidades de Polícia Pacificadora - é, pode rir) , agora voltou a moda do arrastão: os bandidos estão com tudo, teve vezes de 9, 12 arrastões no mesmo dia (pra quem não sabe, arrastão é quando os carros estão num engarrafamento, os bandidos chegam armados e começam a assaltar todo mundo)!

Ô cidadezinha...ngm merece, viu.

13 outubro, 2010

cranberries

eu fui! gritei "linda", pulei, cantei, dancei até me acabar e chorei em "I miss you when you're gone"
E perdi o trauma de cantar "Zombie" a plenos pulmões :p

:)

19 abril, 2010

da chuva no Rio

Saí do trabalho às 18h, na segunda-feira. Eis que 17h40 começa a cair uma chuva, mas uma CHUVA...quando cheguei na porta frontal do prédio, aquele mundaréu de água, sem nenhum guarda-chuva por perto, sem dinheiro pra ficar até mais tarde e pagar um táxi pra casa, a única coisa que pensei foi:

- Fodeu.

Não bastou o queixo do motorista quase abrir uma cratera no chão quando me viu naquele estado “oi, fui jogada na piscina de roupa”. Não bastou ficar durante OITO horas (O-I-T-O) num engarrafamento debaixo do ar-condicionado GELADO, toda ensopada. Não bastou subir um morro (sei lá se era favela) pra tentar fugir (inutilmente) do engarrafamento, e depois ficar parados por 3h em São Cristóvão com água cobrindo o pneu do ônibus. Não bastou ver gente se segurando uns nos outros, com água até a cintura e mochila na cabeça, ver cara abrindo o carro e jogando a água pra fora, de balde.

Não. Nada disso bastou.

Quando eu finalmente desci no ponto (já eram 2h da manhã), a última coisa que eu esperaria naquela chuva maldita seria ver alguém na rua. Pois eu ainda desço do ônibus e dou de cara com um travecão. Ela na rua, sozinha, parada, de guarda-chuva e com um radinho de pilha (dando as últimas notícias da chuva). Ainda me deu boa noite, e me desejou um “boa sorte!”, toda penalizada.

Agora me digam: que RAIOS de cliente ela tava esperando naquela chuva?! Porque olha, sair de casa por sexo naquela chuva, isso sim, define bem a palavra ”desespero”.

15 abril, 2010

pipoca

não sei de vocês, mas eu adoro pipoca. ADORO. E pipoca de pipoqueiro é diferente, FATO. Principalmente a doce.
Quando eu estou com muita muita muita vontade de comer doce (tpm), e se estou na rua, compro logo um saco de pipoca doce grande. Não sei nas outras cidades, mas aqui no Rio o legal é que eles colocam leite condensado por cima da pipoca doce (às vezes enchem até a metade, colocam leite condensado, completam com pipoca e mais leite condensado), e na salgada, alguns colocam pedacinhos de queijo frito, outros colocam bacon.

lambo os dedo e os beiço, sempre!

07 abril, 2010

Coelhinho 171

do Jornal O Globo - 07.04.2010

Acredite. Os compradores de ovos de Páscoa num saldão de camelô na Central do Brasil, a R$ 10,00, vêm tendo uma surpresa ao abrir a embalagem em casa.
Dentro, em vez de chocolate, encontram um...mamão verde. Há testemunhas.


03 abril, 2010

pedras portuguesas


Porque aqui no Rio é assim: ou tu anda de rasteirinha, tênis ou no máximo, aquele saltinho plataforma de 5cm. Em resumo: tu se torna uma toupeira.

Ontem saí à noite, com minha sandália \vanessao e quase tropecei umas 38725 vezes na calçada - ou nos buracos dela.

Eu não sei porque eles ainda mantém essas malditas pedras portuguesas. Sei lá se é patrimônio, mas por mim, arrancava tuuuudo e jogava cimento em cima. Deixava no máximo, o calçadão de Copacabana, Ipanema e Leblon, porque afinal, quem vai pra lá de salto é tonto ou as pessoas que trabalham na mais antiga profissão da humanidade...


11 fevereiro, 2010

blocos

e eu, olhando a agenda dos blocos de carnaval pra ver se algum me interessava, me deparei com um genial:

"Largo do Machado mas não largo do copo"

19 junho, 2009

10 Coisas que eu Odeio no Rio de Janeiro

1. Malandragem
Todo mundo conhece a famosa “malandragem carioca”. Só que de boêmia ela não tem nada – e se teve, estacionou nos anos 70. É ridículo ver gente se achando esperto, desde furar fila com a maior cara de pau, até tentar passar na frente dos outros pra comprar o pãozinho na padaria. Ainda se fosse grande coisa... Lamentável.

2. Sujeira
Dá pena de ver uma cidade tão bonita e tão mal-cuidada; lixeira tem aos montes, cada poste tem um. O problema é justamente conscientizar as pessoas, que parecem não enxergar aquela caixa laranja-gari pendurada no poste, e jogam o lixo na rua, AO LADO da lixeira.

3. Atraso
Imaginem se a impaciência pudesse ser personificada: é só olhar pra mim. E se tem uma coisa que me tira do sério, são atrasos. Pra ter uma idéia, se eu marquei de encontrar com uma pessoa, e ela demora 5min pra aparecer, já estou pensando em ir embora. Aqui no Rio, uma amiga simplesmente “esqueceu” que ia se encontrar comigo, e me deixou plantada 1h na entrada do shopping (nem preciso falar que quase tive uma crise); reuniões em que eu era a pessoa menos importante e fui a 1ª a chegar; aulas que atrasam meia hora...
Aqui só funciona da seguinte maneira: quer que todo mundo chegue às 15h? Marque 1h30 – e tenha certeza de que vai ter gente chegando atrasado...(sério, já testei e foi exatamente assim)


4. Jeitinho Brasileiro
O cacete que é! O jeitinho brasileiro que todo mundo fala, escorregadio, que tem lábia, na verdade é o Jeitinho CARIOCA. Quando eu afirmo categoricamente que não existe isso no Sul, achei que passasse por chata...até que, conversando com amigos que são do Nordeste, descobri que lá também não existe isso: lá é tudo preto no branco, não existe cinza (ou seja, ninguém fica enrolando o meio-de-campo).

5. Atendimento
O pessoal, nas ruas, é super solícito (certa ocasião, uma mulher chegou a desenhar um mapa, para que eu chegasse num determinado local)... Às vezes até demais – e começam a palpitar sobre o local onde tu estás indo, por ex. Pra dar informação, o pessoal é ótimo e explica tudo tim-tim-por-tim-tim: mas vai entrar num estabelecimento pra sentir o clima. Raríssimo encontrar alguém com feeling, que sabe conversar, tratar as pessoas educadamente... Na maioria das vezes, são uns estúpidos. Dá vontade de virar e dizer: “Filhinha, se estás com algum problema, SE FODE, a minha vida tá bem longe de ser um mar de rosas e nem por isso eu saio por aí dando patada em todo mundo. Imbecil.”

7 – Trânsito
Sabe tudo aquilo que tu aprendeste na auto-escola, de regras de trânsito, respeito ao pedestre, blablabla? Esquece. Pra dirigir aqui no Rio, tem que botar na cabeça que é terra sem lei: ninguém respeita porra nenhuma, é uma confusão, todo mundo entra na frente de todo mundo, faz retorno onde não devia, motoqueiros sem capacete... Ou tu fazes igual, ou fica quieto e não reclama. E os engarrafamentos, então? Normalmente levo 30min pra voltar do trabalho pra casa; certa ocasião levei 4h. É daqueles feios, que a gente acha que teve acidente ou caiu um meteoro no asfalto. E quando chega no ponto principal do engarrafamento...cadê o ponto principal? É uma coisa digna de Mr. M: desaparece do NADA.

8 – Supermercado
Nunca tive problemas em fazer compras, ir ao mercado, coisas do gênero. Mas aqui é um verdadeiro teste de paciência: o pessoal parece até turista, passeando nos corredores do mercado com seu carrinho e parando para admirar cada lata de milho e pote de ketchup. Após uns 40 min, com sorte tu consegues pegar todas as coisas da tua listinha (no meu caso, umas 15), e então é chegada a hora derradeira: a de encarar as filas para as temidas caixas-tartarugas. Sim, porque não me vem outro adjetivo na cabeça a não ser esse. Passa item por item na maiooooooooooooor calma – quando não para pra beliscar algo, conversar com a coleguinha caixa-tartaruga falando mal do supervisor, contando do último baile funk quando chegou bêbada em casa e foi direto trabalhar...e tu ali, com cara de panaca, esperando. Aliás, é até prejudicial à fama das tartarugas, de ser um bicho lerdo; quem determinou isso, provavelmente nunca teve de encarar uma caixa-tartaruga num supermercado carioca.

9 – Lerdeza
Outro exercício de paciência é andar no Centro, ao meio-dia. As pessoas aqui não andam; elas se arrastam. Em todo lugar, parece que estão passeando e admirando tudo; a lata de lixo, a calçada suja, a praia encardida, os morros com favelas...Um saco quando se está com pressa – quase sempre.

10 – Falta de Educação
Isso é um dos principais, e por isso o último: cada um dos itens acima tem um pouco (ou muito) disso. São pessoas pirracentas, capazes de te fuder grotescamente se tu foste correto/ justo com elas. Contraditório? Explico: hipoteticamente, solicitei um equipamento pro meu trabalho, com prazo de 2 meses. O que acontece: a PATA da guria responsável por compras, além da compra demorar mais que 6 meses, veio com uma configuração totalmente diferente do que eu havia solicitado (claro, ela vive fazendo trabalhos de facul no expediente, como ela vai prestar atenção nas tarefas?). O correto/ justo nesse caso seria cobrar dela uma postura mais adequada (pra não dizer: dar uma mijada daquelas). Só que, se eu faço isso, é capaz da fdp atrasar ainda mais a troca/ compra do equipamento correto, por pura pirraça. COMO COISA que isso a deixa num nível muito mais superior. Realmente é algo que deve elevar a estima dela, porque com essa mentalidade de ervilha a estima da pessoa não pode ser muito grande mesmo...

P.S.1: Estou generalizando. Obviamente, nem todas as pessoas são assim.
P.S.2:
Tô na Semana da TPM, portanto, NÃO TORRA!

01 junho, 2009

O andar


“Olha, que coisa mais linda, mais cheia de graça É ela a menina, que vem e que passa Num doce balanço a caminho do mar...”
Garota de Ipanema

Já dizia o saudoso e fenomenal Tom Jobim.
Porque, meus caros, podem falar o que quiser das cariocas: que são liberais, safadas, putas, mente aberta, simpáticas, gente boa... São muitos os adjetivos.
Mas uma coisa é indiscutível em qualquer um desses exemplos: seu andar.
Ah, o andar... Este é sim, realmente único.
Não tem gaúcha, paulista, pernambucana, capixaba ou amazonense que ande com tanta graça, desenvoltura e charme feito uma carioca. Mas digo isso daquelas cariocas legítimas, aquela que é filha e neta de carioca (nada de filha de paulista, nordestinos ou do interior do RJ, que nasceu na Cidade Maravilhosa, não!).
Falo daquela carioca da gema, daquela moça que tem no sangue a famosa malandragem
(que estacionou nos anos 60, diga-se de passagem)...
Nunca havia reparado nisso desde que vim para cá, um colega de trabalho foi quem me chamou a atenção para esse detalhe (ele é nordestino, mas mora no Rio há 30 anos e ama essa cidade como se ele fosse daqui). Então, agora, sempre que saímos pra almoçar, ficamos reparando em qualquer moçoila que ande na nossa frente:

- E essa aí, Dionísio, é carioca?
- Hmm... Essa não. Anda muito torta, deve ser paraíba, tadinha....Em compensação, olha ali...aquilo sim, é carioca!


E não tem salto 15cm, nem calçada esburacada, nem chuva ou operários de obra que fazem com que ela sequer tenha um deslize...

Porque é fato: carioca não anda; desfila.
 

Made by Lena