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20 julho, 2011

The Fame Monster

O ex-namorado na minha mãe também é técnico em mineração. Aí ele foi trabalhar numa mina na Colômbia. E descobriu que um engenheiro lá, o Medina, foi meu professor (bem querido, até). Então ele perguntou se o Medina me conhecia e tal:



"Quem, a Silvia? Claro que eu lembro! Bah, mas aquela guria era brava! Inteligentíssima, mas tinha um gênio..."




Pois é gente, sua fama profissional sendo contruída desde os tempos de curso #fikdik


02 maio, 2011

balads [2]

Sexta-feira fui pra balada guei, com a garganta fechada e tudo.
Fiquei loca, tirei sapato, rasguei a meia-calça dançando, tirei foto com as trava, as guei me seguraram no colo e colocaram no queijinho.
É, dancei no queijo. 2 vezes.

Acho digno.

24 abril, 2011

balads

Ontem saí com a Dani, amiga fofa que casou com amigo fofo e foram pra Maceió. Aí ela veio passar a Páscoa aqui.
Bom, eu achei até que eu estava bem, quando vi as fotos de ontem.

gente, quem, hoje em dia, tira fotos no banheiro?! E FAZENDO BIQUINHO!

Twittar bêbada, entrar no MSN procurando o namorado pra dizer que "ama muito", perder a hora de trabalhar, qualquer coisa pode...mas foto no banheiro, Silvia?

14 outubro, 2010

Sobre o resgate dos chilenos



(da visão de uma Técnica em Mineração)

Falo com conhecimento de causa, porque já estagiei numa mina subterrânea, e não-é-fácil. Quem tem claustrofobia, forget it: já pensou, que delícia constatar que existe 150m de siltito em cima da tua cabeça? Sustentada apenas por uns cabos de aço, que são perfurados no teto? Ficar 30min lá embaixo já é uma tortura – e não só por isso, também tem as goteiras (já que acima podem existir lençóis fluviais), e a gente ainda tem de usar os EPIs (equipamento de proteção individual), que são o capacete, as botas e a porcaria da máscara. Sério, aquilo é MUITO RUIM, porque assim, lá embaixo da terra já é quente pra dedéu, e a máscara te dá mais calor ainda (experimenta ficar 20min com uma máscara na frente do pc mesmo. Tu vais tirar a máscara toda suada. Eu trabalho em laboratório e eventualmente
preciso usar, é uma droga. Necessária, mas não deixa de ser uma droga). Assim como trabalhar em plataforma, as condições são muito adversas.

Pois é, mas todas essas coisas ruins que eu disse, acontecem em um turno de 6h. Imagina ficar 70 DIAS lá embaixo. Com a sensação de morte iminente...imagina o teu psicológico, como fica


Eu fiz um curso de salvatagem há uns 2 meses, que é necessário pra quem quer embarcar em plataforma de petróleo. E tem a parte prática, que é saltar de 4m de altura (até 6m, dependendo) numa piscina (ou mar. Eu fiz na piscina), praticar nado com o colete salva-vidas, formação de agrupamento na água, todo mundo abraçado de tal forma que ninguém morra de hipotermia, como se comportar caso tenha que ficar numa balsa inflável, ou numa baleeira (que é HORRÍVEL); como racionar a comida, a água, e detalhe: em momentos como esse, se esquece o sexo. Não importa se é homem ou mulher: condições iguais. Se tiver de tirar a roupa, fazer necessidades fisiológicas, é na frente do outro mesmo. Como desvirar a balsa, caso ela arme de cabeça para baixo (a gente tem que subir nela e se jogar pra trás, e sair nadando por BAIXO dela). É uma situação MUITO tensa.

Essa é a baleeira, e todos ficamos apertadinhos aí dentro...e ela é lançada de cima mesmo.

Tou falando isso porque as pessoas não tem noção de como esse trabalho de segurança é importante, e podem achar chato a quantidade de vezes que esse lance dos mineiros chilenos está aparecendo na imprensa. Mas eu só fico imaginando o trabalho da equipe de resgate, todo o preparo físico, de material, e principalmente psicológico, pra atuar junto com os mineiros. Sem contar a atitude destes, que foi exemplar! O senso de equipe e a liderança nessas horas são fundamentais mesmo, porque a gente esquece até do básico, do essencial.


Realmente, foi algo impressionante, lindo e que me emocionou. Pelo comportamento dos mineiros e da equipe de resgate...foi simplesmente perfeito e exemplar. Nessas horas a gente vê, que tudo o que aprendemos sobre segurança nesses cursos, realmente vale a pena e faz todo sentido do mundo. Nessas horas a gente vê como foi importante ter aprendido.

20 janeiro, 2010

dolores o'riordan

a camaleoa

Quando eu tinha 10 anos, falei pra minha mãe que eu queria ter a orelha toda furada que nem a dela. E raspar o cabelo também, que nem ela. Ah, e ser magrela que nem ela. Porque a barriga dessa mulher me encanta desde a infância.
Uma prima que me apresentou Cranberries (a única coisa boa que ela fez por mim), quando eu era criança. E eu fiquei fascinada com a atitude dela, o jeito franzino mas a personalidade fortíssima, a voz meio desafinada e linda, a forma como ela consegue ser brega e chique ao mesmo tempo, o sotaque irlandês carregado. Com 13 anos comprei o CD To The Faithful Departed, e ficava imitando ela cantar Salvation, When You're Gone e o início da Eletric Blue Eyes.

Acho que ela e a Marie Fredriksson são as únicas vocalistas que eu realmente invejo, em todos os aspectos - com exceção da Marie, que é chique de doer, sempre foi, até nos anos 80, onde a breguice comanda. Muito fina, muito high class.

sei que Cranberries vem pro Brasil final do mês. E eu tou assim, me mordendo pra ir. Porque é lembrar da infância. É poder ver a musa inspiradora do estilo que eu sonho em ter - tá, tirando a parte brega dela.

Olha Dolores, não furei toda a minha orelha não - até tentei aos 12 anos, mas ela inflama muito, e descobri que meus furos na orelha são tortos. Então não tem como seguir uma linha reta com os brincos na orelha inteira. Mas eu tenho piercings pra compensar...compensa? Espero que sim.
 

Made by Lena