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04 setembro, 2010

vida urbana

Tenho um vizinho velhinho, de porta (porta mesmo, que conhece o significado de "conjugado" sabe do que estou falando). Sei que ele anda de muletas e não faz barulho.

Hoje descobri que ele morreu faz 5 meses. E eu nem desconfiava, achava que ele tava quieto mesmo.

Vida corrida...

19 abril, 2010

da chuva no Rio

Saí do trabalho às 18h, na segunda-feira. Eis que 17h40 começa a cair uma chuva, mas uma CHUVA...quando cheguei na porta frontal do prédio, aquele mundaréu de água, sem nenhum guarda-chuva por perto, sem dinheiro pra ficar até mais tarde e pagar um táxi pra casa, a única coisa que pensei foi:

- Fodeu.

Não bastou o queixo do motorista quase abrir uma cratera no chão quando me viu naquele estado “oi, fui jogada na piscina de roupa”. Não bastou ficar durante OITO horas (O-I-T-O) num engarrafamento debaixo do ar-condicionado GELADO, toda ensopada. Não bastou subir um morro (sei lá se era favela) pra tentar fugir (inutilmente) do engarrafamento, e depois ficar parados por 3h em São Cristóvão com água cobrindo o pneu do ônibus. Não bastou ver gente se segurando uns nos outros, com água até a cintura e mochila na cabeça, ver cara abrindo o carro e jogando a água pra fora, de balde.

Não. Nada disso bastou.

Quando eu finalmente desci no ponto (já eram 2h da manhã), a última coisa que eu esperaria naquela chuva maldita seria ver alguém na rua. Pois eu ainda desço do ônibus e dou de cara com um travecão. Ela na rua, sozinha, parada, de guarda-chuva e com um radinho de pilha (dando as últimas notícias da chuva). Ainda me deu boa noite, e me desejou um “boa sorte!”, toda penalizada.

Agora me digam: que RAIOS de cliente ela tava esperando naquela chuva?! Porque olha, sair de casa por sexo naquela chuva, isso sim, define bem a palavra ”desespero”.
 

Made by Lena