Não, eu não sou louca pelos Beatles, e não, também não conheço todas as músicas. E qualquer um que me conhece um pouco sabe que sou tarada pelo Roxette, por exemplo...mas esse show do Paul me tocou de um jeito único. Na fila, uma moça (acho que do fã-clube) tava distribuindo balões (40 mil), pra fazer uma surpresa pro Paul: quando ele tocasse "Hey Jude", no refrão, nós encheríamos os balões e jogaríamos pra cima. E várias pessoas também fizeram cartazes escrito "NA", pra mostrar pro Paul, na partezinha do "nananana, hey Jude". Achei super-legal a idéia, mas não imaginei que fosse ter a sensação que eu tive. Sei lá, tomar LSD deve ser algo parecido com o que senti: os balões flutuando, todo mundo jogando os balões e cantando "nananana hey Jude", naquela vibe boa sabe? Parecia que o mundo tinha parado ali; sei lá se tive um déjà vu, mas pareceu que até o ceu ficou claro, como se fosse de dia. Parecia que tínhamos voltado no tempo, aos 60'...tanto é que uns 10s depois que eu acordei do "transe".
Foi algo de felicidade, paz de espírito e muito amor naquela hora, tudo junto. Tipo, todo mundo estava unido pelo mesmo motivo, pra ser feliz, pra ter paz, pra cantar sem medo.
Não sei. Só sei que foi lindo. Foi mágico, e me tocou.
Sexta-feira fui pra balada guei, com a garganta fechada e tudo. Fiquei loca, tirei sapato, rasguei a meia-calça dançando, tirei foto com as trava, as guei me seguraram no colo e colocaram no queijinho. É, dancei no queijo. 2 vezes.
Aconteceu na semana de Natal. Estava em Criciúma, com o Gui e a Ka num show duma banda local de rock. Eis que surge, do nada, aquela figura grande (leia-se: gorda) e sorridente na minha frente, me dá um beijo na bochecha e me diz: “te adoro, tá?”, e sai.
Assim, do nada. Só reconheci a figura quando ela já estava com a cara quase colada na minha, por causa dos refletores do palco.
Eu fiquei de boca aberta, a Ka perguntou “Que merda foi essa?” e o Gui, ficou sem entender nada.
Ah, e não bastou ter feito essa ceninha patética não! Tinha que ir sentar do nosso lado quando saímos pra fumar, claro. E ainda queria conversar e tirar foto comigo...olha que coisa FOUFA!
TÚNEL DO TEMPO
Agora vamos se situar na coisa: há uns 3, 4 anos, eu gostava muito dessa pessoa. Muito mesmo, considerava ela uma amigona, engraçada e divertida. Até o dia que eu descobri que meu ex-namorado me traiu, todo mundo sabia e ela acobertava o falecido e a puta. Claro que, depois que eu acertei a cara dele, ela – como todo o resto – ficou com o c* na mão, com medo de que eu desfigurasse seus lindos rostinhos. Jura, né. Já basta ter sujado as minhas mãos com UM calhorda.
Então dá pra imaginar como eu me senti, tendo em vista que eu a considerava muito. Me senti traída, enganada, uma pateta. E essa pessoa foi uma das que fizeram muitas piadinhas e riram da minha cara depois do episódio.
VOLTANDO
Aí, depois de 3 anos morando longe, trabalhando numa empresa foda, vivendo decentemente – sem sugar das pessoas e depender de pai e mãe – ficando mais bonita, mais inteligente, mais tatuada, com cabelo cada vez mais curto e muito mais vivida...eis que essa pessoa tenta voltar a ser minha amiguinha num show de rock. Porque né, alguns amigos meus também são seus amigos. Além disso, eu sou muito mais interessante e chamo muito mais a atenção hoje em dia, do que qualquer amiguinha dela - e isso é muito importante pra uma provinciana de merda. Então pra não ficar aquele clima chato quando estivéssemos todos juntos festejando, a pessoa vem se chegar em mim. Pra voltar a falar comigo. Como se naaada tivesse acontecido, e o que aconteceu não tivesse importância, como se fosse de um passado muito distante, tipo um acontecimento do Cretáceo.
Pra resumir, vou deixar meu recadito:
Tu fizeste alguma coisa pra mim? Beleza. Eu posso até te desculpar - não por ser alguém altruísta, mas sim praquilo não ficar me corroendo. E não, eu não me esqueço das coisas que me fazem.
Outra coisa: eu não tou nem aí se vai ficar clima chato ou não. Claro que se eu não me sentir bem, vou evitar ao máximo (afinal, sou ruim, mas não sou idiota). Tenho uma tia que não falo com ela há uns 14 anos, e quando estou na minha avó e ela chega quem vai embora é ela.
Então se eu não falo contigo, eu VOU te ignorar, e bem feliz. Não vou me sentir mal com isso, e não vou sentir NENHUM remorso, nem se tu morrer. Não vai ser nada mais que a morte de um estranho.
Agora que já expliquei tudo, entenda de uma vez por todas: se fez alguma merda comigo, não vem querer ser amiguinha, não vem puxar papo, não vem me estressar. Porque não me custa nada te puxar pra um canto e ser estupidamente cruel. E se bem eu conheço essa mentalidade, vai achar que eu estou te ofendendo... Quando só estarei falando a verdade.
Eu lembro a primeira e única vez que fui abordada por uma testemunha de jeová. Ainda morava em Criciúma, e estava indo não-sei-aonde com a camiseta do Krisiun.
Aí ela me para e diz: "Deus te ama", me entregando um folhetinho.
Eu olhei pra minha camiseta, olhei pra ela e perguntei: "Tem certeza?", devolvendo o folhetinho. A mulher ainda veio atrás de mim, deixei ela falando sozinha. Afinal, como eu ia explicar pra ela que Krisiun é isso?
troquei de prof. de flauta. Adorei ele! Não que não gostasse do outro, mas esse já me fez rir litruz com as pérolas de ex-alunos. A melhor, foi ele explicando pra aluna que ia ensinar ela a usar o diafragma (músculo resp. pela respiração). Na outra aula, chega a mãe da aluna HORRORIZADA xingando ele de tudo quanto é coisa, chamando de pervertido, tarado, porque "Como assim, o Sr fala uma coisa dessas pra menina? Vou te denunciar, e essa escola também!"
Resumo: a mulher era da Igreja e achou que o prof queria ensinar a menina a usar o método anticoncepcional.
daí que hoje estava na fila do supermercado, com uma colega do curso, comprando umas coisas pra deixar no hotel. E pegamos uma fila razoável, e ficamos esperando um tempo razoável (pq sempre tem um cliente que não tem dinheiro, não tem crédito no cartão e vai assim mesmo fazer compras, atrasando todo mundo).
Só que tinha uma mulher atrás da gente, que começou a reclamar. E a reclamar ALTO, do supermercado, da fila, da caixa, que ela não tinha tempo, que isso era um desrespeito (mas assim, era ALTO, e bem no nosso ouvido).
Aí ela começou a berrar pelo "gérente, cadê o gérente", e o gérente apareceu; não contente, virou a falar que brasileiro e baiano é um povo burro, preguiçoso, que fica quieto, que não reclama (detalhe: com sotaque master-carregado baianês), aí ela meteu o Ministério Público na história, e ainda mandou todo mundo do supermercado tomar no cu. Assim mesmo, sem ninguém nem dar bola pra ela.
Sei lá se ela era louca, ou se o marido não comeu...enfim.
Oka, cheguei em Salvador, encontrei com meu colega de lab e fomos pegar o ônibus executivo pra descer perto do hotel.
Depois de esperar uns 40min, o ônibus aparece. Aí eu entro e pergunto pro motorista:
- Moço, esse ônibus passa na Pituba né?
- (pausa)...Passa sim...
- Então tá, tu podes me avisar quando chegar lá?
- (pausa)...Olhe, aqui eu não aviso nada não, visse...
- Como assim? Mas tu não podes me avisar?
- (pausa)...É, posso não...(pausa)...tenho o costume de avisar nada não...(pausa) Mas a sra faz assim, daqui a uns 20min a sra fala comigo, porque eu não vou me lembrar não....(pausa)
Acredite. Os compradores de ovos de Páscoa num saldão de camelô na Central do Brasil, a R$ 10,00, vêm tendo uma surpresa ao abrir a embalagem em casa. Dentro, em vez de chocolate, encontram um...mamão verde. Há testemunhas.
esses dias, na retorno do trabalho pra casa, conversando com a minha amiga no ônibus. Quando passamos em frente a Quinta da Boa Vista (parque), ela vira pra mim e diz:
- Silvia, te contei que uma anta mijou em mim? - Hã? Quem deu em cima de ti? (surda) - Não, uma ANTA mijou em mim! - Anta? Como assim, quem foi? - Não Silvia, o animal mesmo, a anta!! - QUÊ? Uma ANTA de verdade??!
aí ela falou que estava com uma outra amiga nossa e sua mãe, observando os animaizinhos no Zôo, até que ela viu a anta, toda garbosa, empinada, rebolando...e resolveu chegar mais perto. E anta foi rebolando, virando de costas, até que...tssscchhh, larga o jato de urina na minha amiga.
- Mas pra que chegar assim tão perto, guria? - Ah Silvia, como é que eu ia saber que anta mija por trás?
(eu tive um acesso de riso violento - quem já me viu nesse estado, sabe. Quase apanhei na rua porque comecei a rir lembrando dela, e um cara achou que eu estava rindo dele.)