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02 novembro, 2011

cadê culhão?

Trabalho numa gerência grande, com cerca de 90 pessoas. Me dou bem com a maioria, e nessa maioria estão inclusas pessoas que não se dão bem, entre elas, por algum motivo.

Eis que eu encontro uma colega , e ela começa a comentar sobre uma amiga minha, do trabalho. Sobre algumas atitudes dessa minha amiga que não a agradam, pra ser bem exata.

Aí a pessoa vira pra mim e fala: “Ah, já que ela é sua amiga, bem que você podia dar um toque e tal...”

Engraçado isso. Por que EU, que sou amiga dessa pessoa, tenho que dar um toque sobre alguma coisa que ela fez com ALGUÉM? Eu vou dar um toque se ela fizer algo que não me agrade, isso sim. Se ela está achando alguma atitude ruim, por que não esperar uma oportunidade pra falar? Por que é covarde? Por que não quer fazer a maldita, e passar por boazinha? Ah bom, por que assim eu consigo entender.

Tenho cara de menina de recados?

23 maio, 2011

Paul McCartney

*show do Paul da visão de uma não tão fã assim*

Não, eu não sou louca pelos Beatles, e não, também não conheço todas as músicas. E qualquer um que me conhece um pouco sabe que sou tarada pelo Roxette, por exemplo...mas esse show do Paul me tocou de um jeito único.
Na fila, uma moça (acho que do fã-clube) tava distribuindo balões (40 mil), pra fazer uma surpresa pro Paul: quando ele tocasse "Hey Jude", no refrão, nós encheríamos os balões e jogaríamos pra cima. E várias pessoas também fizeram cartazes escrito "NA", pra mostrar pro Paul, na partezinha do "nananana, hey Jude".
Achei super-legal a idéia, mas não imaginei que fosse ter a sensação que eu tive. Sei lá, tomar LSD deve ser algo parecido com o que senti: os balões flutuando, todo mundo jogando os balões e cantando "nananana hey Jude", naquela vibe boa sabe? Parecia que o mundo tinha parado ali; sei lá se tive um déjà vu, mas pareceu que até o ceu ficou claro, como se fosse de dia. Parecia que tínhamos voltado no tempo, aos 60'...tanto é que uns 10s depois que eu acordei do "transe".

Foi algo de felicidade, paz de espírito e muito amor naquela hora, tudo junto. Tipo, todo mundo estava unido pelo mesmo motivo, pra ser feliz, pra ter paz, pra cantar sem medo.

Não sei. Só sei que foi lindo. Foi mágico, e me tocou.


04 abril, 2011

manual de como lidar comigo I

Aconteceu na semana de Natal. Estava em Criciúma, com o Gui e a Ka num show duma banda local de rock. Eis que surge, do nada, aquela figura grande (leia-se: gorda) e sorridente na minha frente, me dá um beijo na bochecha e me diz: “te adoro, tá?”, e sai.

Assim, do nada. Só reconheci a figura quando ela já estava com a cara quase colada na minha, por causa dos refletores do palco.

Eu fiquei de boca aberta, a Ka perguntou “Que merda foi essa?” e o Gui, ficou sem entender nada.

Ah, e não bastou ter feito essa ceninha patética não! Tinha que ir sentar do nosso lado quando saímos pra fumar, claro. E ainda queria conversar e tirar foto comigo...olha que coisa FOUFA!


TÚNEL DO TEMPO

Agora vamos se situar na coisa: há uns 3, 4 anos, eu gostava muito dessa pessoa. Muito mesmo, considerava ela uma amigona, engraçada e divertida. Até o dia que eu descobri que meu ex-namorado me traiu, todo mundo sabia e ela acobertava o falecido e a puta. Claro que, depois que eu acertei a cara dele, ela – como todo o resto – ficou com o c* na mão, com medo de que eu desfigurasse seus lindos rostinhos. Jura, né. Já basta ter sujado as minhas mãos com UM calhorda.

Então dá pra imaginar como eu me senti, tendo em vista que eu a considerava muito. Me senti traída, enganada, uma pateta. E essa pessoa foi uma das que fizeram muitas piadinhas e riram da minha cara depois do episódio.


VOLTANDO

Aí, depois de 3 anos morando longe, trabalhando numa empresa foda, vivendo decentemente – sem sugar das pessoas e depender de pai e mãe – ficando mais bonita, mais inteligente, mais tatuada, com cabelo cada vez mais curto e muito mais vivida...eis que essa pessoa tenta voltar a ser minha amiguinha num show de rock. Porque né, alguns amigos meus também são seus amigos. Além disso, eu sou muito mais interessante e chamo muito mais a atenção hoje em dia, do que qualquer amiguinha dela - e isso é muito importante pra uma provinciana de merda. Então pra não ficar aquele clima chato quando estivéssemos todos juntos festejando, a pessoa vem se chegar em mim. Pra voltar a falar comigo. Como se naaada tivesse acontecido, e o que aconteceu não tivesse importância, como se fosse de um passado muito distante, tipo um acontecimento do Cretáceo.


Pra resumir, vou deixar meu recadito:

Tu fizeste alguma coisa pra mim? Beleza. Eu posso até te desculpar - não por ser alguém altruísta, mas sim praquilo não ficar me corroendo. E não, eu não me esqueço das coisas que me fazem.

Outra coisa: eu não tou nem aí se vai ficar clima chato ou não. Claro que se eu não me sentir bem, vou evitar ao máximo (afinal, sou ruim, mas não sou idiota). Tenho uma tia que não falo com ela há uns 14 anos, e quando estou na minha avó e ela chega quem vai embora é ela.

Então se eu não falo contigo, eu VOU te ignorar, e bem feliz. Não vou me sentir mal com isso, e não vou sentir NENHUM remorso, nem se tu morrer. Não vai ser nada mais que a morte de um estranho.


Agora que já expliquei tudo, entenda de uma vez por todas: se fez alguma merda comigo, não vem querer ser amiguinha, não vem puxar papo, não vem me estressar. Porque não me custa nada te puxar pra um canto e ser estupidamente cruel. E se bem eu conheço essa mentalidade, vai achar que eu estou te ofendendo... Quando só estarei falando a verdade.

09 agosto, 2010

segunda impressão

daí que hoje estava na fila do supermercado, com uma colega do curso, comprando umas coisas pra deixar no hotel. E pegamos uma fila razoável, e ficamos esperando um tempo razoável (pq sempre tem um cliente que não tem dinheiro, não tem crédito no cartão e vai assim mesmo fazer compras, atrasando todo mundo).
Só que tinha uma mulher atrás da gente, que começou a reclamar. E a reclamar ALTO, do supermercado, da fila, da caixa, que ela não tinha tempo, que isso era um desrespeito (mas assim, era ALTO, e bem no nosso ouvido).
Aí ela começou a berrar pelo "gérente, cadê o gérente", e o gérente apareceu; não contente, virou a falar que brasileiro e baiano é um povo burro, preguiçoso, que fica quieto, que não reclama (detalhe: com sotaque master-carregado baianês), aí ela meteu o Ministério Público na história, e ainda mandou todo mundo do supermercado tomar no cu. Assim mesmo, sem ninguém nem dar bola pra ela.
Sei lá se ela era louca, ou se o marido não comeu...enfim.

E pensar que é só meu segundo dia aqui...

08 agosto, 2010

primeira impressão

Oka, cheguei em Salvador, encontrei com meu colega de lab e fomos pegar o ônibus executivo pra descer perto do hotel.
Depois de esperar uns 40min, o ônibus aparece. Aí eu entro e pergunto pro motorista:

- Moço, esse ônibus passa na Pituba né?
- (pausa)...Passa sim...
- Então tá, tu podes me avisar quando chegar lá?
- (pausa)...Olhe, aqui eu não aviso nada não, visse...
- Como assim? Mas tu não podes me avisar?
- (pausa)...É, posso não...(pausa)...tenho o costume de avisar nada não...(pausa) Mas a sra faz assim, daqui a uns 20min a sra fala comigo, porque eu não vou me lembrar não....(pausa)

Gente, tô chocada até agora!

19 abril, 2010

da chuva no Rio

Saí do trabalho às 18h, na segunda-feira. Eis que 17h40 começa a cair uma chuva, mas uma CHUVA...quando cheguei na porta frontal do prédio, aquele mundaréu de água, sem nenhum guarda-chuva por perto, sem dinheiro pra ficar até mais tarde e pagar um táxi pra casa, a única coisa que pensei foi:

- Fodeu.

Não bastou o queixo do motorista quase abrir uma cratera no chão quando me viu naquele estado “oi, fui jogada na piscina de roupa”. Não bastou ficar durante OITO horas (O-I-T-O) num engarrafamento debaixo do ar-condicionado GELADO, toda ensopada. Não bastou subir um morro (sei lá se era favela) pra tentar fugir (inutilmente) do engarrafamento, e depois ficar parados por 3h em São Cristóvão com água cobrindo o pneu do ônibus. Não bastou ver gente se segurando uns nos outros, com água até a cintura e mochila na cabeça, ver cara abrindo o carro e jogando a água pra fora, de balde.

Não. Nada disso bastou.

Quando eu finalmente desci no ponto (já eram 2h da manhã), a última coisa que eu esperaria naquela chuva maldita seria ver alguém na rua. Pois eu ainda desço do ônibus e dou de cara com um travecão. Ela na rua, sozinha, parada, de guarda-chuva e com um radinho de pilha (dando as últimas notícias da chuva). Ainda me deu boa noite, e me desejou um “boa sorte!”, toda penalizada.

Agora me digam: que RAIOS de cliente ela tava esperando naquela chuva?! Porque olha, sair de casa por sexo naquela chuva, isso sim, define bem a palavra ”desespero”.

14 janeiro, 2010

papis

Veio me visitar, chegou ontem e fica 1 semana.

resumindo: nesse meio tempo, ele já sabe mais da vida do porteiro do meu prédio do que eu (ele é do Maranhão e tá aqui há 21 anos, sabia? Mas agora ele só viaja pra lá pra visitar) e já até tomou uma cerveja num bar, não esse da esquina, outro que tem aqui na tua rua, mais lá embaixo, naqueles prédios residenciais..., além de conversar com os caras que estavam num happy hour - detalhe, NUNCA vi esse bar.

E eu toda preocupada. Rá.

02 dezembro, 2009

'60 lady

Esses dias eu estava voltando do supermercado, pensando na vida, andando calmamente, mega-distraída... Até que alguém atrás de mim resmunga algo tipo “blablabla whiskas sache velhinha”. Aí eu cheguei pro lado, a fim de dar espaço pra pessoa passar. Eis que um cara - até agora não sei se era bêbado ou mendigo – passou por mim, ainda resmungando. Eu entendi que ele disse que eu parecia uma velhinha – provavelmente porque eu tava andando devagar.

Mas, não se contentando em me ultrapassar e seguir seu caminho – não, porque eu sou muito sortuda -, ele começou a puxar conversa comigo, meio cambaleando, se voltando, continuando o caminho:

“É, você tá parecendo aquelas mocinhas dos anos 60, só falta aquelas sombrinhas pro sol.

Mas eu gosto, eu gosto, você fica bem, combina com você. É o seu charme. Assim, tem gente que não gosta, sabe, das suas roupas. Tem gente que acha antiga, brega. Mas eu gosto, você é charmosa e fica muuuito bonita assim.”

Agora além dos mendigos/ bêbados passarem cantadas ininteligíveis, também dão dicas de moda gratuitamente – e olha que legal, sem a gente nem pedir.

Se bem que, conselhos sem que a gente peça não é só gente maluca que dá...

18 novembro, 2009

eu mereço?

Não sei o que é mais triste: ir pra lavanderia num calor de 40ºC (sendo que lá dentro não tem ventilador – DELIPHA), ser obrigada a assistir - durante quase 2h - o programa do Netinho (aquele ex-vocalista do Negritude Jr), que a mocinha do estabelecimento colocou no ar...ou é o quadro do programa, onde o Netinho incentiva novos grupos de pagode a se estabelecerem no ramo musical (é, musical, é o que dizem...).

18 maio, 2009

...

...e a cada dia que passa, eu agradeço cada vez mais pela minha mãe ser minha mãe, por ela ter me orientado direito pra vida.
 

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