30 outubro, 2009

pearls

Chegando em Ouro Preto, verdes de fome (8h balançando de van naquelas curvas – ainda bem que, pra distrair, ficamos maravilhados com os exemplos geológicos do caminho), segue o diálogo entre um colega e eu:

- NOSSA, mas sente esse cheirinho! Hmmm...
– Cheiro? Péra aí...
- To sentindo que isso é uma picanha mal-passada, suculenta, temperada com alho, sal e...
- Não Eugênio; isso é só cheiro de leite derramado.

~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.

(Eugênio enrolado com um mapa e falando com o motorista – que também era marinheiro de 1ª viagem -, tentando encontrar o caminho pra pousada):
- Calma lá...a gente tá aqui...essa é a Praça...então entra aqui, porque se o hotel é lá...
- Dá aqui, deixa eu dar uma olhada.

Após 10s analisando o mapa...

- Faz assim: volta o caminho até o Palácio Tiradentes, então entra aqui à direita, sobe essa ladeira à esquerda e chegamos na Praça. Daí é só descer essa rua, e aqui na metade fica o hotel.
- Nossa Silvia, que legal! Não sabia que tu conhecias Ouro Preto...
- E não conheço, só sei ler mapas.


Essa é a pousada...

28 outubro, 2009

be happy

Numa das inúmeras paradas pro cafezinho, no trabalho, eis que começam a falar de religião: “Não entendo, como essas pessoas que não acreditam em Deus, não tem religião, não crêem em nada, são felizes? COMO eles vivem bem? Não faz sentido!” – e eu, lá, ouvindo, quieta. Juro que estava. Aí eles vêm e pedem a minha opinião...

Eu disse que o fato de eu ser feliz ou não, não depende de Deus. Não é o conforto das palavras que um padre/ pastor/ livro prega, que vai me trazer felicidade. Isso só depende de mim, e mais ninguém. Sou eu quem determina ser feliz em cada situação e momento da minha vida. Pra mim, o que não faz sentido é depositar a minha felicidade em cima de uma religião, pessoa, ou divindade – nesse caso, é certo que eu estaria com sérios problemas (pensaria logo no Transtorno Bipolar, coisa de família, sabe. Assunto íntimo que eu conheço bem). Mas o principal desses problemas é o de não assumir responsabilidade pelos meus atos. Afinal, é muito fácil agir feito uma imbecil e colocar a culpa em outra pessoa – ou depois de fazer a caca, pedir perdão a um ser que tem todos os poderes dos X-Man, Conan, e Smallville reunidos e ficar sossegada, pronta pra outra.

O que EU não entendo é como dá pra ser feliz com a sombra do Onipresente no teu pé, vigiando tudo o que tu fazes, das coisas mais banais às mais horrendas, anotando num caderninho todos os teus pecados, pro dia do Juízo Final, ele jogar na tua cara tudo o que tu fizeste em vida. Sei lá, a fome das crianças na África não é mais importante pra ele se preocupar, do que se eu passei a noite em luxúria?
Aí eu me pergunto (desde pequena): MASUÉ! Não é ele que perdoa todos os nossos pecados? Quer dizer, posso sair por aí matando a rodo, porém tenho uma chance no Reino das Nuvens Fofinhas... Mas se for estuprada e fizer um aborto, sou excomungada? Que porra de critério é esse, neguinho? Padrão analítico que é bom, nada, né?

E olha...se esse Deus existir, vou chegar na cara dele e dizer: tu és, disparado, o cara mais sarcástico e non-sense que pude conhecer. E se quiser me mandar pro Inferno, fique à vontade...porque pra mim aquilo é um resort de verão.

16 outubro, 2009

trip

Domingo vou pra Ouro Preto e fico uma semana lá, num Congresso. Bom que vou aproveitar pra fazer papel de turista nas horas vagas - já que não consegui fazer isso no carnaval, devido a cerv...err, ladeiras e gente - MUITA gente - na cidade.
E dessa vez eu trago chocolate, doce, queijo e cachaça. Porque se eu voltar sem cachaça de Minas eu vou ficar muito triste. É como se eu não tivesse ido, sabe?
Falando em cachaça, semana passada aconteceu o Brasil Contemporâneo, na Marina da Glória, aqui no Hell. É uma exposição de agricultores e pequenos produtores de orgânicos, artesanato, e coisinhas do Brasil todo (o Acre ecziste, também estava lá!).



R$ 2,00 pra entrar, lá fomos eu e um amigo no último dia, 12/10. 11h da manhã, aquele sol e calor tão tipicamente cariocas (ou seja, insuportável), e começamos a passear pelos stands - que são separados por Estado, e as Regiões são separadas por pavilhões. Então, tem MUITA coisa MESMO. Quem mora aqui ou estiver de passagem, da próxima vez vale a pena passar e olhar. :)
Eu e meu amigo chegamos a algumas observações: tipo, no Sul, só tem comida. É o pavilhão campeão dos embutidos, vinhos e biscoitinhos, gente loira branca e com sotaque me fazia ficar óóóóunn saudade. Nordeste, tem muita decoração - rendas, coisas de crochê tipo saída de praia, xales (que em Criciúma é uma FORTUNA, lá custa R$ 15,00 /morre), e castanha. Muita castanha.
E os produtores oferecem degustação da marvada - às vezes cortesia, outras vezes pagando R$ 0,50, R$ 0,20, é possível provar uma dose da branquinha - ou amarelinha.
Começamos pelo Pavilhão Sul - que deveriam ter uns 20 ou 30 stands de cachaça. Intercalamos com uns cafés e fomos pro Stand de Minas...que só tem cachaça e queijo. Ah, alguns com doces. E no de Minas, deveriam ter uns 50 stands. Só em um, de RS, provei uns 3 tipos de pinga, mais uns 5 licores. Sei que saímos de lá tortos, dando 5 voltas no mesmo lugar pra achar a saída, e esse álcool todo no calorzinho do meio-dia não é muito agradável.
E também acho que essa degustação toda é tática pra gente ficar alegrinho e levar horrores dos produtos deles sem dó nem piedade, e só lembrar no outro dia, e ao invés de acordar com um barango do teu lado, verás aquele monte de garrafas de cachaça, licor de capuccino, de café, de menta...e pensar "WTF eu fiz?!"

Mas eu gostei dessa tática, viu. Acho digno! Todos os vendedores deveriam utilizar essa técnica de vendas!

10 outubro, 2009

pronto

eu disse que ia furar.
E dói sim, mas nem é o bicho de fazer escândalo, gritar e espernear.
Mas na hora, dói.

09 outubro, 2009

chega

Vou sim pintar o cabelo de vermelho, colocar outro piercing na narina e mamilo direito, vou me tatuar até parecer um gibi, vou usar polainas roxas e lenço de oncinha, aprender jazz e terminar o tango, Geologia ou Engenharia.

Não vou esperar ficar velha pra me tornar excêntrica.

08 outubro, 2009

cansei

tem horas que me sufoca (e não é o cheiro da bergamota que acabei de comer).
não me sinto desse lugar, não gosto, não quero mais.
As pessoas parecem falsas, é tudo tão superficial, as relações. Parece que estou flutuando, sem raízes.
Quero gente parecida comigo, quero gente que gosta de mim, quero gostar das pessoas, quero sentir a verdade, de verdade...
Se eu pudesse, juro que voltava; voltava pra mais perto. Só que eu sinto, percebo, que não dá. Não tem como; feito 2 imãs, que se repelem, por conta do campo magnético. São parecidos, iguais, do mesmo material, mas se repelem.

é estranho, eu gosto e não gosto, eu quero e não quero. Mas às vezes tenho a impressão de que eu penso querer pra me consolar.
 

Made by Lena