24 Junho, 2009
sickness
Daí ontem comprei "pó de folha de mandioca", nessas lojas de produtos naturais. É alta fonte de ferro, coloca-se 1 colher/chá por dia, na comida. Não é pra ter gosto de nada; mas ontem eu misturei com leite, e ficou com gosto de mate. Como eu gosto de chimarrão, tomei tranquilo. Uma boa dica. Quando a gente mora sozinho, tem que se virar com um monte de coisas...mas o que eu queria mesmo, no momento, era ser mimada. prontofalei.
ai, que desânimo.
19 Junho, 2009
10 Coisas que eu Odeio no Rio de Janeiro
Todo mundo conhece a famosa “malandragem carioca”. Só que de boêmia ela não tem nada – e se teve, estacionou nos anos 70. É ridículo ver gente se achando esperto, desde furar fila com a maior cara de pau, até tentar passar na frente dos outros pra comprar o pãozinho na padaria. Ainda se fosse grande coisa... Lamentável.
2. Sujeira
Dá pena de ver uma cidade tão bonita e tão mal-cuidada; lixeira tem aos montes, cada poste tem um. O problema é justamente conscientizar as pessoas, que parecem não enxergar aquela caixa laranja-gari pendurada no poste, e jogam o lixo na rua, AO LADO da lixeira.
3. Atraso
Imaginem se a impaciência pudesse ser personificada: é só olhar pra mim. E se tem uma coisa que me tira do sério, são atrasos. Pra ter uma idéia, se eu marquei de encontrar com uma pessoa, e ela demora 5min pra aparecer, já estou pensando em ir embora. Aqui no Rio, uma amiga simplesmente “esqueceu” que ia se encontrar comigo, e me deixou plantada 1h na entrada do shopping (nem preciso falar que quase tive uma crise); reuniões em que eu era a pessoa menos importante e fui a 1ª a chegar; aulas que atrasam meia hora...
Aqui só funciona da seguinte maneira: quer que todo mundo chegue às 15h? Marque 1h30 – e tenha certeza de que vai ter gente chegando atrasado...(sério, já testei e foi exatamente assim)
4. Jeitinho Brasileiro
O cacete que é! O jeitinho brasileiro que todo mundo fala, escorregadio, que tem lábia, na verdade é o Jeitinho CARIOCA. Quando eu afirmo categoricamente que não existe isso no Sul, achei que passasse por chata...até que, conversando com amigos que são do Nordeste, descobri que lá também não existe isso: lá é tudo preto no branco, não existe cinza (ou seja, ninguém fica enrolando o meio-de-campo).
5. Atendimento
O pessoal, nas ruas, é super solícito (certa ocasião, uma mulher chegou a desenhar um mapa, para que eu chegasse num determinado local)... Às vezes até demais – e começam a palpitar sobre o local onde tu estás indo, por ex. Pra dar informação, o pessoal é ótimo e explica tudo tim-tim-por-tim-tim: mas vai entrar num estabelecimento pra sentir o clima. Raríssimo encontrar alguém com feeling, que sabe conversar, tratar as pessoas educadamente... Na maioria das vezes, são uns estúpidos. Dá vontade de virar e dizer: “Filhinha, se estás com algum problema, SE FODE, a minha vida tá bem longe de ser um mar de rosas e nem por isso eu saio por aí dando patada em todo mundo. Imbecil.”
7 – Trânsito
Sabe tudo aquilo que tu aprendeste na auto-escola, de regras de trânsito, respeito ao pedestre, blablabla? Esquece. Pra dirigir aqui no Rio, tem que botar na cabeça que é terra sem lei: ninguém respeita porra nenhuma, é uma confusão, todo mundo entra na frente de todo mundo, faz retorno onde não devia, motoqueiros sem capacete... Ou tu fazes igual, ou fica quieto e não reclama. E os engarrafamentos, então? Normalmente levo 30min pra voltar do trabalho pra casa; certa ocasião levei 4h. É daqueles feios, que a gente acha que teve acidente ou caiu um meteoro no asfalto. E quando chega no ponto principal do engarrafamento...cadê o ponto principal? É uma coisa digna de Mr. M: desaparece do NADA.
8 – Supermercado
Nunca tive problemas em fazer compras, ir ao mercado, coisas do gênero. Mas aqui é um verdadeiro teste de paciência: o pessoal parece até turista, passeando nos corredores do mercado com seu carrinho e parando para admirar cada lata de milho e pote de ketchup. Após uns 40 min, com sorte tu consegues pegar todas as coisas da tua listinha (no meu caso, umas 15), e então é chegada a hora derradeira: a de encarar as filas para as temidas caixas-tartarugas. Sim, porque não me vem outro adjetivo na cabeça a não ser esse. Passa item por item na maiooooooooooooor calma – quando não para pra beliscar algo, conversar com a coleguinha caixa-tartaruga falando mal do supervisor, contando do último baile funk quando chegou bêbada em casa e foi direto trabalhar...e tu ali, com cara de panaca, esperando. Aliás, é até prejudicial à fama das tartarugas, de ser um bicho lerdo; quem determinou isso, provavelmente nunca teve de encarar uma caixa-tartaruga num supermercado carioca.
9 – Lerdeza
Outro exercício de paciência é andar no Centro, ao meio-dia. As pessoas aqui não andam; elas se arrastam. Em todo lugar, parece que estão passeando e admirando tudo; a lata de lixo, a calçada suja, a praia encardida, os morros com favelas...Um saco quando se está com pressa – quase sempre.
10 – Falta de Educação
Isso é um dos principais, e por isso o último: cada um dos itens acima tem um pouco (ou muito) disso. São pessoas pirracentas, capazes de te fuder grotescamente se tu foste correto/ justo com elas. Contraditório? Explico: hipoteticamente, solicitei um equipamento pro meu trabalho, com prazo de 2 meses. O que acontece: a PATA da guria responsável por compras, além da compra demorar mais que 6 meses, veio com uma configuração totalmente diferente do que eu havia solicitado (claro, ela vive fazendo trabalhos de facul no expediente, como ela vai prestar atenção nas tarefas?). O correto/ justo nesse caso seria cobrar dela uma postura mais adequada (pra não dizer: dar uma mijada daquelas). Só que, se eu faço isso, é capaz da fdp atrasar ainda mais a troca/ compra do equipamento correto, por pura pirraça. COMO COISA que isso a deixa num nível muito mais superior. Realmente é algo que deve elevar a estima dela, porque com essa mentalidade de ervilha a estima da pessoa não pode ser muito grande mesmo...
P.S.1: Estou generalizando. Obviamente, nem todas as pessoas são assim.
P.S.2: Tô na Semana da TPM, portanto, NÃO TORRA!
17 Junho, 2009
da Sissilândia
1. Criou seu próprio blog.
2. Dormiu sob as estrelas.
3. Tocou numa banda. (não, mas canto num coral)
4. Visitou o Havaí.
5. Viu uma chuva de meteoros.
6. Doou mais do que podia pra caridade.
7. Foi para a Disneylândia.
8. Escalou uma montanha. (serve trilha no Morro da Urca?)
9. Segurou um louva-deus.
10. Cantou solo.
11. Pulou de bungee jump.
12. Visitou Paris.
13. Viu uma tempestade de raios no mar.
14. Aprendeu uma forma de arte sozinho.
15. Adotou uma criança.
16. Teve infecção alimentar.
17. Visitou a Estátua da Liberdade ou o Cristo Redentor.
18. Cultivou seus próprios vegetais.
19. Viu a Monalisa na França.
20. Dormiu num trem-leito.
21. Participou de uma luta de travesseiros.
22. Viajou pedindo carona.
23. Faltou por estar doente quando não estava.
24. Construiu um forte de neve.
25. Segurou um carneiro.
26. Mergulhou pelado.
27. Correu uma maratona.
28. Se escondeu em uma gôndola em Veneza.
29. Viu um eclipse total.
30. Viu o nascer e o pôr-do-sol.
31. Fez um home-run.
32. Esteve em um cruzeiro.
33. Viu as Niagara Falls ao vivo.
34. Visitou o lugar onde seus ancestrais nasceram.
35. Viu uma comunidade Amish.
36. Aprendeu uma língua nova sozinha.
37. Teve dinheiro o bastante pra ficar realmente satisfeito.
38. Viu a Torre Inclinada de Pisa.
39. Escalou nas rochas.
40. Viu “David” de Michelangelo.
41. Cantou karaokê.
42. Viu um géiser em erupção.
43. Pagou uma refeição para um estranho.
44. Visitou a África.
45. Andou na praia à luz da lua.
46. Foi transportado por uma ambulância.
47. Teve um retrato seu pintado.
48. Pescou no alto-mar.
49. Viu a Capela Sistina.
50. Esteve no topo da Torre Eiffel em Paris.
51. Mergulhou ou fez snorkel.
52. Beijou na chuva.
53. Brincou na lama.
54. Foi em um cinema drive-in.
55. Visitou a Muralha da China.
56. Abriu seu próprio negócio.
57. Teve aula de artes marciais. (serve boxe?)
58. Visitou a Rússia.
59. Trabalhou em uma cozinha do sopão.
60. Vendeu biscoitos de escoteiras.
61. Admirou as baleias.
62. Ganhou flores sem motivo.
63. Doou sangue.
64. Pulou de pára-quedas. (esse ano, é asa-delta!)
65. Visitou um campo de concentração nazista.
66. Teve um cheque devolvido.
67. Salvou um brinquedo de infância.
68. Visitou o Lincoln Memorial.
69. Comeu caviar.
70. Fez um quilt.
71. Foi até Times Square.
72. Conheceu os Everglades.
73. Foi demitido.
74. Assistiu a mudança de guardas em Londres.
75. Quebrou um osso.
76. Andou em uma motocicleta de corrida.
77. Viu Grand Canyon ao vivo.
78. Publicou um livro.
79. Visitou o Vaticano.
80. Comprou um carro zero.
81. Andou em Jerusalém.
82. Teve uma foto sua no jornal. (foi só o nome...)
83. Leu a Bíblia inteira.
84. Visitou a Casa Branca.
85. Matou e preparou um animal para comer.
86. Teve catapora.
87. Salvou a vida de alguém.
88. Participou de um júri.
89. Conheceu alguém famoso.
90. Participou de um clube do livro.
91. Perdeu um ente querido.
92. Teve um bebê.
93. Viu o Alamo ao vivo.
94. Nadou no Great Salt Lake.
95. Processou alguém ou foi processado.
96. Foi picado por uma abelha.
97. Foi ao Canal do Panamá.
98. Já namorou um gay.
99. Foi assaltada. (furtada, na verdade)
100. Perdeu a lente de contato.
16 Junho, 2009
taxi

Conversa com o taxista, durante o trajeto Rodoviária - Aeroporto/ Porto Alegre (15min):
"Bom dia.
Bom dia, Sra.
Sra tá no céu moço, é Srta. :)
Ah, ok - risos. Pra onde?
Toca pro aeroporto.
(15min depois)
Quanto deu?
... reais.
Tá aqui. Valeu, bom dia pra ti e tudo de bom.
Ah, obrigado, pra ti também!"
Conversa com o taxista, durante o trajeto Aeroporto - Trabalho/ Rio de Janeiro (15min):
"Boa tarde.
Boa tarrrrrde, Sra.
Sra tá no céu moço, é Srta. :)
Hahahaha, pô, dexculpa aí, não quis ofender, é que a gente tem que falar assim com todo mundo. Sabe, uma vez teve uma cliente que achou ruim quando não falei, disse que não fui educado. Mas é como minha mãe sempre dizia, pra nós - eu e meus irmãos, você sabe, somos uam família grande - e...
(10 min depois)
Ahm...moço, vamos pro Fundão, tá?
(5min depois)
Quanto deu?
... reais (eles sempre arredondam o valor pra mais)
Tá aqui. Valeu, bom resto de trabalho e tudo de bom.
Ah, obrigado! Pra você também, felicidades e uma ótima semana."
12 Junho, 2009
descobertas II
No Rio, acordo com o rosto mais inchado - certo que é por causa do clima.
Depois, quando tou lá e digo que prefiro frio, todo mundo me olha como se fosse um alien...
09 Junho, 2009
copiado descaradamente do meu fotolog
Adoro dias exatamente assim.
Sem contar que o cabelo fica lisérrimo, um luxo!
P.S.: É, tô indo pra Crici nesse feriadão, passar frio.
P.S.1: E aceito dicas do que fazer até domingo, blogueiros criciumenses!
P.S.2: Acabei de lembrar que sempre esqueço (?) de levar lembrancinhas do Rio...ou seja, se eu comprar, vai ter que ser no aeroporto, onde tudo é uma FOR-TU-NA...droga.
08 Junho, 2009
confiança
Gente que adota essa lema Raul Seixas de "se hoje eu te odeio, amanhã lhe tenho amor"?
Se hoje eu te odeio, amanhã provavelmente vou continuar te odiando. No máximo, isso evolui pra uma indiferença gélida.
Acho esse negócio de mudar de idéia o tempo todo doentio. Sinceramente.
04 Junho, 2009
descobertas
Os amigos que a gente faz de prima, ou as pessoas que tu já conhecias quando se mudou, nunca continuarão sendo os “melhores amigos” como tu achavas que deveria... Em contrapartida, as pessoas que estes amigos acabaram apresentando – estas sim -, se tornam bons e verdadeiros amigos. Por acaso, afinidade, interesse, destino, conseqüência, não sei...Mas sei que está sendo assim comigo, e achei mágico quando o Frank me disse isso no MSN.
Claro que isso não é regra; mas das pessoas que eu já conhecia aqui no Rio (eram quatro), só com duas eu continuo conversando – sendo que com uma dessas, o nosso contato é um pouco “raro”, pois moramos em bairros distantes, fica complicado... (um assunto pra outro post, a distância dos lugares aqui. Nem lembro se já falei sobre isso, mas enfim, voltemos ao assunto).
Logo, a teoria tá valendo 50% no meu caso. E referente as duas outras pessoas, acabei me afastando, basicamente, porque elas não eram o que demonstravam ser.
Engraçado é que justamente essas me proporcionaram a chance de conhecer outras pessoas maravilhosas, que definem exatamente o sentido de “amigo”.
Enfim, coisas que a gente vai descobrindo quando se encontra sozinho. Uma delas é que nos tornamos mais seletivos no quesito amizade...pra não dizer exigentes.
01 Junho, 2009
O andar

“Olha, que coisa mais linda, mais cheia de graça É ela a menina, que vem e que passa Num doce balanço a caminho do mar...”
Garota de Ipanema
Já dizia o saudoso e fenomenal Tom Jobim.
Porque, meus caros, podem falar o que quiser das cariocas: que são liberais, safadas, putas, mente aberta, simpáticas, gente boa... São muitos os adjetivos.
Mas uma coisa é indiscutível em qualquer um desses exemplos: seu andar.
Ah, o andar... Este é sim, realmente único.
Não tem gaúcha, paulista, pernambucana, capixaba ou amazonense que ande com tanta graça, desenvoltura e charme feito uma carioca. Mas digo isso daquelas cariocas legítimas, aquela que é filha e neta de carioca (nada de filha de paulista, nordestinos ou do interior do RJ, que nasceu na Cidade Maravilhosa, não!).
Falo daquela carioca da gema, daquela moça que tem no sangue a famosa malandragem (que estacionou nos anos 60, diga-se de passagem)...
Nunca havia reparado nisso desde que vim para cá, um colega de trabalho foi quem me chamou a atenção para esse detalhe (ele é nordestino, mas mora no Rio há 30 anos e ama essa cidade como se ele fosse daqui). Então, agora, sempre que saímos pra almoçar, ficamos reparando em qualquer moçoila que ande na nossa frente:
- E essa aí, Dionísio, é carioca?
- Hmm... Essa não. Anda muito torta, deve ser paraíba, tadinha....Em compensação, olha ali...aquilo sim, é carioca!
E não tem salto 15cm, nem calçada esburacada, nem chuva ou operários de obra que fazem com que ela sequer tenha um deslize...