um gibi da Mônica me deu a melhor definição, que eu nunca esqueci:
Saudade é o sentimento de falta por uma coisa que você já teve, e foi boa.
Só não concordo com o que eles diriam em seguida, que, por ser desse jeito, a saudade é uma coisa boa.
Não, não é.
Odeio a sensação de impotência que a saudade me dá. De querer trazer de volta, pra perto, alguma coisa que você já teve, e que te trazia felicidade e plenitude.
Se eu pudesse, realmente, eu pegava a saudade, botava numa sacola e jogava fora, que nem a gente faz com o lixo da cozinha do apto.
20 agosto, 2008
18 agosto, 2008
máquinas-voadoras-de-fazer-cocô
Se existem bichos que eu odeio, são pombos.
Tudo bem que eles devem ser importantes para a cadeia alimentar (ou aquela cadeia lá de biologia), pra manter o equilíbrio no planeta, porque um bichinho come o outro e assim vai... mas gente, desde que eles estejam na quantidade equilibrada! Existe uma super-população de pombos, uma barbaridade!
Eles são piores do que ratos. Inclusive, já pensei na possibilidade dos laboratórios usarem pombos ao invés de ratos em experiências científicas (alguém já deve ter pensado nisso). Aqui eles são uma praga, a quantidade é um escândalo! E tem gente que ainda alimenta esses monstrinhos! ALIMENTA! Aaarrghhhh *esgana*
Tudo bem que eles devem ser importantes para a cadeia alimentar (ou aquela cadeia lá de biologia), pra manter o equilíbrio no planeta, porque um bichinho come o outro e assim vai... mas gente, desde que eles estejam na quantidade equilibrada! Existe uma super-população de pombos, uma barbaridade!
Eles são piores do que ratos. Inclusive, já pensei na possibilidade dos laboratórios usarem pombos ao invés de ratos em experiências científicas (alguém já deve ter pensado nisso). Aqui eles são uma praga, a quantidade é um escândalo! E tem gente que ainda alimenta esses monstrinhos! ALIMENTA! Aaarrghhhh *esgana*
14 agosto, 2008
50% é igual a zero

Descobri uma iniciativa muito bacana do Greenpeace (que é uma das poucas ONGs que eu confio), que é o Meia Amazônia Não!
Lá no item “Conheça o Problema”, é explicado o que está acontecendo no Congresso (resumindo: autoriza a derrubada de até 50% da vegetação nativa em propriedades privadas na Amazônia).
O legal é que tu assinas a petição, e tu és simbolizado com uma folhinha. À medida que tu convidas teus amigos e os e-mails são enviados, mais folhinhas vão se formando ao redor, transformando-se num galho. E tu podes acompanhar em tempo real a disposição dos teus amigos (existe uma legenda no canto inferior da tela): as folhas secas são os que ainda não se manifestaram; as amarelinhas são os que somente assinaram, e as verdinhas são os que assinaram e passaram a idéia (o que é interessante, pois tem muita gente que fica o dia todo na Internet e poderia muito bem gastar 2min de seu precioso tempo para pelo menos saber o que está acontecendo no próprio país, né?).
Essa é uma das chances que nós temos de comprovar que o nosso voto e opinião valem muito. Eu não acredito e não gosto de políticos; já fui apolítica, já votei nulo, já votei em branco. Mas agora, eu voto e participo. Por que não quero ficar com sentimento de culpa, de que eu poderia ter mudado determinada situação. Não quero me arrepender do que eu poderia ter feito, e não fiz.
Lá no item “Conheça o Problema”, é explicado o que está acontecendo no Congresso (resumindo: autoriza a derrubada de até 50% da vegetação nativa em propriedades privadas na Amazônia).
O legal é que tu assinas a petição, e tu és simbolizado com uma folhinha. À medida que tu convidas teus amigos e os e-mails são enviados, mais folhinhas vão se formando ao redor, transformando-se num galho. E tu podes acompanhar em tempo real a disposição dos teus amigos (existe uma legenda no canto inferior da tela): as folhas secas são os que ainda não se manifestaram; as amarelinhas são os que somente assinaram, e as verdinhas são os que assinaram e passaram a idéia (o que é interessante, pois tem muita gente que fica o dia todo na Internet e poderia muito bem gastar 2min de seu precioso tempo para pelo menos saber o que está acontecendo no próprio país, né?).
Essa é uma das chances que nós temos de comprovar que o nosso voto e opinião valem muito. Eu não acredito e não gosto de políticos; já fui apolítica, já votei nulo, já votei em branco. Mas agora, eu voto e participo. Por que não quero ficar com sentimento de culpa, de que eu poderia ter mudado determinada situação. Não quero me arrepender do que eu poderia ter feito, e não fiz.
13 agosto, 2008
ah, esses músicos...
No ensaio de segunda-feira, estudando Vivaldi e tal (já mencionei essa peça, chama-se “Glória”)...e conversa vai, chgamos no ponto que ele compunha pra coros de igreja na época. Descobri que há suposições de que ele pegou vááááárias freirinhas dos coros. Eu só fico pensando como ele devia falar isso pras freiras (ele devia abalar as estruturas com toda aquela cabeleira ruiva na época): Vamos lá irmã, um agudo agora, em nome de Deus, vai...
Pior que faz sentido, porque além da existência de freiras mais assanhadas que muitas dançarinas de funk, isso comprova, pela lei da generalização, que os músicos não valem NADA desde o século XIV. Que coisa!
08 agosto, 2008
nostalgia
Dia 05/08 fez exatamente 1 ano que conheci o Rio de Janeiro, pela primeira vez.
A primeira coisa que eu pensei quando desci do ônibus, às 9h da manhã (vindo de Curitiba):
Bah, por quê eu vim de coturno?
(Eu nunca pensei que no inverno, em pleno agosto, eu usaria corsário, regata e havaiana pra ir à PRAIA).
...é, são coisas daqui.
A primeira coisa que eu pensei quando desci do ônibus, às 9h da manhã (vindo de Curitiba):
Bah, por quê eu vim de coturno?
(Eu nunca pensei que no inverno, em pleno agosto, eu usaria corsário, regata e havaiana pra ir à PRAIA).
...é, são coisas daqui.
06 agosto, 2008
escada rolante
tem uma escada rolante automática, sabe? ela fica paradinha, e na hora que a gente pisa, ela começa a funcionar.
desculpa, eu nunca tinha visto e quase caí um tombo homérico na primeira vez que fui naquilo.
desculpa, eu nunca tinha visto e quase caí um tombo homérico na primeira vez que fui naquilo.
05 agosto, 2008
penha
Todo mundo que sai do interior pra cidade grande, já fez a barbeiragem de pegar um ônibus errado, no mínimo uma vez na vida.
Comigo não foi diferente.
Em abril, fui num shopping da Zona Norte do Rio comprar o ingresso pro show do Ozzy. E deve ficar a meia hora de onde eu moro. Beleza. Quando eu vou embora, nos pontos de ônibus existem os fiscais que trabalham pras empresas de transporte e ficam lá fazendo o controle sei-lá-do-quê (pra mim eles servem pra dar informação). Bom, aí eu perguntei pra uma tiazinha qual era o ônibus que eu pegava pra Praça Saens Peña (que em espanhol, pronuncia-se “Penha”, e eu sou chatinha pra caramba com esse negócio de pronúncia correta, escrita, concordância, etc):
Oi moça, boa noite. Qual o ônibus que eu pego pra Praça Saens Peña?
Ah, é o nº tal. Ta vindo ali ó, faz sinal pra ele.
Ah, ok, valeu! Obrigada.
Entrei no ônibus, sossegada, liguei meu mp4 e tava lá, feliz, cantarolando Krisiun, olhando pela janela e tal...aí deu uns 20min, e a paisagem tava diferente, tava mais escuro, com cara de bairro, sem prédios...quando eu percebi, tava passando do ladinho dum morro! E eu pensando que raio de itinerário é esse? Nunca vim por aqui, que estranho...mas beleza, como não conheço nada direito, deve ser outro trajeto e talz
E o caminho foi ficando mais escuro, enveredando por umas ruelas...num determinado ponto, o motora faz um retorninho e puf! Desliga a luz do ônibus! Quando eu olho pra trás, eu já estava sozinha! Todo mundo tinha descido, e a anta aqui sem entender nada desce do ônibus, em direção ao motorista e cobrador pra pedir informação, pensando será que passei do ponto e nem percebi? Que saco, não ligo mais esse mp4 no vol 20, tenho que aprender a ouvir baixinho.
Moço, pra que lado fica a Praça Saens Peña?
Quê?
A praça, moço. Na Tijuca.
*motoristas com cara de han? E querendo rir*
Tijuca? Cê ta querendo ir pra onde, minha filha?
Ué, pra Tijuca! Eu vim pra cá, oras. Peguei o ônibus e tudo!
*motoristas rindo*
Amorrrrrzinho, cê ta na Penha! Aqui não é Tijuca não, você se enganou!
Han? Como é que é? Penha?
A filha da p*** da anta da mulher entendeu tudo errado, no lugar do Saens PEÑA a cabeçuda só ouviu o “Penha”, e me mandou pro lado contrário de onde eu ia, longe pra caramba da Tijuca, perigoso naquele horário (já era 20h30). Se era pra eu ter chego em casa às 8h, cheguei às 9h30.
Ta vendo o que dá tentar falar certo nessa terra?
Igreja da Penha. Bonitinha...mas de longe, obrigada.
Comigo não foi diferente.
Em abril, fui num shopping da Zona Norte do Rio comprar o ingresso pro show do Ozzy. E deve ficar a meia hora de onde eu moro. Beleza. Quando eu vou embora, nos pontos de ônibus existem os fiscais que trabalham pras empresas de transporte e ficam lá fazendo o controle sei-lá-do-quê (pra mim eles servem pra dar informação). Bom, aí eu perguntei pra uma tiazinha qual era o ônibus que eu pegava pra Praça Saens Peña (que em espanhol, pronuncia-se “Penha”, e eu sou chatinha pra caramba com esse negócio de pronúncia correta, escrita, concordância, etc):
Oi moça, boa noite. Qual o ônibus que eu pego pra Praça Saens Peña?
Ah, é o nº tal. Ta vindo ali ó, faz sinal pra ele.
Ah, ok, valeu! Obrigada.
Entrei no ônibus, sossegada, liguei meu mp4 e tava lá, feliz, cantarolando Krisiun, olhando pela janela e tal...aí deu uns 20min, e a paisagem tava diferente, tava mais escuro, com cara de bairro, sem prédios...quando eu percebi, tava passando do ladinho dum morro! E eu pensando que raio de itinerário é esse? Nunca vim por aqui, que estranho...mas beleza, como não conheço nada direito, deve ser outro trajeto e talz
E o caminho foi ficando mais escuro, enveredando por umas ruelas...num determinado ponto, o motora faz um retorninho e puf! Desliga a luz do ônibus! Quando eu olho pra trás, eu já estava sozinha! Todo mundo tinha descido, e a anta aqui sem entender nada desce do ônibus, em direção ao motorista e cobrador pra pedir informação, pensando será que passei do ponto e nem percebi? Que saco, não ligo mais esse mp4 no vol 20, tenho que aprender a ouvir baixinho.
Moço, pra que lado fica a Praça Saens Peña?
Quê?
A praça, moço. Na Tijuca.
*motoristas com cara de han? E querendo rir*
Tijuca? Cê ta querendo ir pra onde, minha filha?
Ué, pra Tijuca! Eu vim pra cá, oras. Peguei o ônibus e tudo!
*motoristas rindo*
Amorrrrrzinho, cê ta na Penha! Aqui não é Tijuca não, você se enganou!
Han? Como é que é? Penha?
A filha da p*** da anta da mulher entendeu tudo errado, no lugar do Saens PEÑA a cabeçuda só ouviu o “Penha”, e me mandou pro lado contrário de onde eu ia, longe pra caramba da Tijuca, perigoso naquele horário (já era 20h30). Se era pra eu ter chego em casa às 8h, cheguei às 9h30.
Ta vendo o que dá tentar falar certo nessa terra?
Igreja da Penha. Bonitinha...mas de longe, obrigada.
04 agosto, 2008
solteirices
Bem, nós, solteiras, sempre reclamamos que nunca aparece um rapaz legal, que a gente quer namorar e ser feliz, encontrar a metade da laranja, que todo cara que aparece é traste, blablabla. Eis que estávamos na Lapa, indo comprar os ingressos pro show (sábado teve Suicidal Tendencies, eu fu-ui, tu não fo-oi ego êeegooo brrrlll).
Daí que me para um menino coimailindidels, e começa a perguntar do meu piercing, se dói, se eu o apoiaria pra ele colocar, e vira a elogiar, a dizer que acha um charme, e me convidou pra assistir um filme do Almodóvar, e eu ali, olhando com cara de boba alegre, toda dãããa, embasbacada, tipo Não acredito que esse guri tá me cantando. Não esse – e vem aquele sentimento de não, eu não mereço isso tudo misturado com gentem, estou me achando...
Ta, aí ele me pediu o celular, pra me ligar nessa semana. E eu, toda sorrisos, passei o nº bem feliz. Daí o Felipe (esse era o nome dele) me abraçou, deu um beijo na bochecha e dizendo que ia me ligar, saiu, misturando-se na multidão nos arcos da Lapa.
Aí é que tá. Eu não sei onde que eu tava com a porra do meu cérebro, que eu passei o nº errado do meu cel. Sim, eu disse ERRADO. Misturei meu nº atual com o antigo. Acho que eu fiquei tão emocionada, que troquei tudo. Percebi isso justamente quando o guri sumiu. E aí, pra correr atrás? Eu que nem ia, né. Imagina, com aquela bota do Kiss, naqueles paralelepípedos...
Ai gente, assim não dá, né.
Daí que me para um menino coimailindidels, e começa a perguntar do meu piercing, se dói, se eu o apoiaria pra ele colocar, e vira a elogiar, a dizer que acha um charme, e me convidou pra assistir um filme do Almodóvar, e eu ali, olhando com cara de boba alegre, toda dãããa, embasbacada, tipo Não acredito que esse guri tá me cantando. Não esse – e vem aquele sentimento de não, eu não mereço isso tudo misturado com gentem, estou me achando...
Ta, aí ele me pediu o celular, pra me ligar nessa semana. E eu, toda sorrisos, passei o nº bem feliz. Daí o Felipe (esse era o nome dele) me abraçou, deu um beijo na bochecha e dizendo que ia me ligar, saiu, misturando-se na multidão nos arcos da Lapa.
Aí é que tá. Eu não sei onde que eu tava com a porra do meu cérebro, que eu passei o nº errado do meu cel. Sim, eu disse ERRADO. Misturei meu nº atual com o antigo. Acho que eu fiquei tão emocionada, que troquei tudo. Percebi isso justamente quando o guri sumiu. E aí, pra correr atrás? Eu que nem ia, né. Imagina, com aquela bota do Kiss, naqueles paralelepípedos...
Ai gente, assim não dá, né.
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